Meu pai. 70 anos de idade. Uma pessoa que gosta de tecnologia. Mas odeia o Samsung Galaxy J7 Pro. E não é um ódio não fundamentado. E eu vou explicar nesse post.

Ele não entende de tecnologia como eu. E nem é obrigado. Eu mesmo não sou um jornalista como ele é. Meu pai escreve muito melhor do que eu, compreende as ferramentas políticas de forma mais ampla, e tem uma experiência radiofônica maior.

Cada um na sua.

Mas fato é que ele não entende muito de tecnologia. Mas gosta de usar os seus gadgets.

Ele usa o smartphone de forma muito ativa, usa o computador para fazer pesquisas sobre os seus assuntos de interesse, comprou recentemente um Chromecast (fez até compra de um filme que todo mundo assistiu)… enfim, ele gosta.

Mas ele mostra que não entende muito do riscado em questões pontuais.

Por exemplo: meus pais contam com uma assinatura da NET em casa (telefone, internet e TV a cabo). Mas ainda assim assinou o Sky Pré-Pago, por achar que era mais vantajoso para eles.

Não era mais fácil aumentar o pacote de TV por assinatura e pagar a diferença?

Vai entender.

Enfim… ele é livre para escolher.

Mas tem uma das suas escolhas que é bem pontual, e é o motivo desse post existir: meu pai odeia o Samsung Galaxy J7 Pro.

Aí você me pergunta: “qual é o smartphone que o seu pai está utilizando nesse momento?”

Eu respondo: o LG K10 de 2016!

Isso mesmo. Um modelo tecnicamente inferior.

 

 

Eu tento entender quais foram os critérios de escolha do meu pai para preferir o smartphone de linha média da LG no lugar do modelo da Samsung. Ainda mais a Samsung, tão venerada por tantas pessoas.

Conversando com ele na minha última visita para Araçatuba (SP), compreendi que, apesar de meu pai não ser um profundo conhecedor do mundo da tecnologia, ele adotou como critério de escolha majoritário a mesma coisa que a maioria de nós, geeks, assume como um dos elementos principais para a escolha de um produto: a experiência de uso.

Meu pai odeia o Samsung Galaxy J7 Pro porque considera a sua experiência de uso ruim, limitada e com alguns problemas pontuais. Travamentos, arrastos nas transições, reinicializações, suspensão de apps de forma inesperada, e outras anormalidades.

O mais bizarro de tudo isso é que meu pai escolheu um smartphone que, tecnicamente, é inferior, foi lançado um ano antes, e que apresenta nesse momento problemas de consumo de RAM e falta de espaço para armazenamento.

E ele ainda assim prefere o LG K10 2016 do que o Samsung Galaxy J7 Pro.

Meu pai tem o direito de escolher o smartphone que quiser, e a experiência de uso que melhor atende as suas expectativas. E não acho tão absurda a justificativa dele.

Confesso que eu não testei o Samsung Galaxy J7 Pro pelo TargetHD, mas pelo volume de pessoas que está comercializando o modelo nos mercados alternativos, eu posso concluir duas coisas:

1) muita gente comprou o Galaxy J7 Pro;
2) muita gente não gostou desse smartphone, e quer passar ele adiante.

Ou seja, números não significam muita coisa no mundo da tecnologia. Um smartphone que não consegue otimizar o software em função do hardware não vai entregar uma boa experiência de uso, e a Samsung tem um histórico nesse aspecto.

Ou vocês se esqueceram do quanto eu briguei com alguns modelos da empresa nos primeiros anos de blog? Ou vocês se esqueceram da porcaria que foi a TouchWiz?

E eu elogiei a melhora sensível que a Samsung Experience oferece.

No final das contas, eu defendo o direito do meu pai em usar o LG K10 2016, mesmo que eu entenda que, tecnicamente, ele não é a melhor escolha. A sua liberdade em escolher um determinado produto está baseada na sua experiência de uso, algo que todos nós defendemos todos os dias.

Então… fica a dica, Samsung. Tente agradar meu pai e tantos outros com um smartphone mais equilibrado, vai…