Press "Enter" to skip to content

México, o melhor quali da temporada?

Compartilhe

Nossa… a melhor classificação da temporada 2025 da Fórmula 1 aconteceu no México?

Ninguém poderia imaginar que isso aconteceria dessa forma, a essa altura do campeonato. Eu nem ia gravar este vídeo, sinceramente — ia apenas assistir ao treino e seguir com a minha vida. Mas, como fiz todos os meus estudos no sábado à noite e assisti ao treino ao vivo (porque não vou ver a corrida no domingo à tarde, apenas à noite), decidi compartilhar minhas impressões.

O vídeo sobre o GP do México de 2025 vai ao ar apenas na segunda-feira de manhã.

Lando Norris foi o grande vencedor da classificação. A McLaren veio forte, reagiu bem e o britânico conseguiu a pole position. Ninguém esperava que as duas Ferraris fossem atrapalhar o desempenho de Max Verstappen e Oscar Piastri — e já chegaremos nesses dois.

Eu não estava programado para escrever este artigo, mas o que aconteceu há pouco na Cidade do México foi um baita treino. E, só corrigindo: não é “GP do México”, mas sim “Grande Prêmio da Cidade do México”, por motivos comerciais — o mesmo tipo de contrato que faz termos o “Grande Prêmio de São Paulo”.

A Liberty Media, dona da Fórmula 1, adota essa política de nomenclatura. Tomara que, algum dia, o Rio de Janeiro tenha um autódromo capaz de receber novamente o GP do Brasil.

Lando Norris é o grande nome da classificação porque entregou a melhor performance de todo o fim de semana. Está andando mais que o companheiro, e parece que deu uma pane no australiano. Norris conseguiu uma pole importantíssima em um circuito que é complicado para ultrapassar. É claro que ainda temos uma corrida pela frente, mas se a prova terminar como começa — o que é difícil, sendo honesto —, Norris sai do México como líder do campeonato mundial.

A Red Bull, porém, deve trabalhar uma estratégia para colocar Verstappen mais à frente. Se tudo permanecer como está, o holandês pode ter a situação do pentacampeonato bastante comprometida. A Ferrari apresentou um bom desempenho, com Charles Leclerc em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Quem poderia imaginar que, nesta altura do campeonato, a Ferrari entregaria um resultado competitivo em um circuito que exige tanto do motor?

A potência é um ponto forte dos italianos — o problema costuma estar no acerto e na aerodinâmica do carro. Mas, neste fim de semana, ficou provado que a Ferrari pode ser competitiva mesmo em pistas exigentes.

A Mercedes também veio bem, com George Russell em quarto, algo já esperado. Andrea Kimi Antonelli não foi tão bem, mas ainda assim larga em sexto, ao lado de Oscar Piastri, que herdou a sétima posição após punição de cinco lugares a Carlos Sainz.

E sobre o Verstappen

Lembra daquela conversa de que Verstappen poderia vencer todas as provas restantes, incluindo as sprints, e assim conquistar o penta mesmo ficando em terceiro em algumas? É possível, mas a missão é cada vez mais difícil. Para conseguir o quinto título mundial, ele precisa ser perfeito em todas as corridas restantes — e não foi o caso neste fim de semana.

A Red Bull não está tão bem no México. Verstappen brigou com o carro durante toda a classificação e cometeu pequenos erros que custaram décimos preciosos. A diferença para Norris foi grande: quase meio segundo — 484 milésimos, para ser exato. O ritmo de corrida da McLaren parece bem ajustado, o que dá a Norris boas chances de vitória ou, no mínimo, de terminar à frente do holandês. Se Verstappen não vencer neste domingo, a situação dele no campeonato pode se complicar de vez.

A aposta da Red Bull será em uma estratégia de corrida que o coloque mais à frente, contando também com o desgaste dos pneus da Ferrari. É importante observar o ritmo de corrida dos carros italianos, não tanto em relação à McLaren, mas à Red Bull.

A Ferrari pode ser o fiel da balança nesta disputa, com dois carros à frente de Verstappen. Ainda assim, nunca dá para descartar o holandês — ele é o melhor piloto da Fórmula 1 e vive um ótimo momento, mesmo que este fim de semana não seja dos melhores.

O mesmo não se pode dizer de Oscar Piastri. E não venham me dizer que a McLaren está favorecendo Norris, porque não é isso. O australiano realmente parece ter se perdido, com uma diferença de quase seis décimos — 588 milésimos — para o companheiro. Norris vive uma sequência positiva, enquanto Piastri acumula erros, tanto nas últimas quatro corridas quanto na sprint dos Estados Unidos.

Desde o retorno das férias, Piastri não mostra o mesmo desempenho da primeira metade da temporada. Parece claro que há vários pilotos “morando de aluguel” na cabeça dele, e isso vem se refletindo em pista.

Eu não teria gravado este vídeo se o treino no Circuito Hermanos Rodríguez tivesse sido comum. Mas o que vimos foi empolgante, possivelmente um ponto de virada neste campeonato — o mais emocionante da década, com exceção de 2021. A diferença é que, agora, temos três ou quatro candidatos ao título — na verdade, três, porque não acredito mais nas chances de George Russell. Ainda assim, que temporada empolgante! E que classificação pode mudar tudo.

Tudo o que Norris precisa fazer neste domingo é largar bem e manter o carro na pista por uma hora e meia — especialmente, largar bem. A corrida deve ser decidida na largada e nas estratégias. Vale ficar de olho em três nomes: Leclerc, Hamilton e Verstappen. A tônica da prova estará em tudo o que esses três fizerem dentro da pista e nas escolhas de estratégia.

Que bom que o quali do México foi assim! Colocou a pimenta que faltava para tornar um campeonato já emocionante em algo ainda mais intenso. Os fãs da Fórmula 1 ganharam vários motivos para acompanhar o GP da Cidade do México. Pena que eu terei compromissos offline e não poderei assistir ao vivo — mas comentarei tudo na segunda-feira.

Por fim, vale repetir: nada é definitivo nesta temporada 75 da Fórmula 1. Nada é definitivo em uma categoria onde três pilotos disputam o título com tamanha intensidade. E, pensando no futuro, imaginem o GP do México do próximo ano, com Sergio Pérez pilotando pela Cadillac.

Dito isso, só me resta agradecer: gracias por todo, México. ¡Viva México, cabrón!

 


Compartilhe
@oEduardoMoreira