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Microsoft aprendeu a ouvir os gamers e voltar atrás

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A Microsoft parece ter aprendido a lição. Finalmente.

Em um passado não muito distante, a empresa de Bill Gates teria tomado decisões impopulares, deixando seus usuários falando com a tela do notebook. Principalmente na era Steve Ballmer como CEO. Ele realmente acreditava que sabia tudo o que era correto para gerenciar a empresa, sem ouvir quem paga rios de dinheiro pelos seus produtos.

Mas esse passado de trevas ficou para trás. Sayta Nadella, com sua filosofia mais zen, transformou a Microsoft em uma empresa de serviços, e entregou para nós uma gigante de Redmond que decidiu ouvir os usuários.

E o resultado disso? Não só a Microsoft voltou atrás na infeliz decisão em aumentar os valores na Xbox Live Gold, como também retirou a obrigatoriedade de assinar esse serviço para os jogos Free-To-Play.

 

 

 

O tempo é o senhor da razão

 

Não foram poucas as oportunidades que testemunhamos a Microsoft aumentar os valores dos produtos da empresa (principalmente no caso do Windows e do Office), de forma inescrupulosa e sem esboçar qualquer tipo de interesse em ouvir os usuários desses produtos.

Por muitos anos, muitos se sentiram obrigados a queimar montanhas de dinheiro para manter os seus computadores totalmente funcionais. Ou adotar a segunda opção, que é aquela que todo mundo sabe qual é (e que fica à margem da lei, só para deixar bem claro).

Mas Nadella deixou o Windows 10 de graça para todo mundo (até hoje dá para ativar o sistema operacional de graça com uma licença válida), e o Office hoje pode ser conseguido por assinatura por um preço muito menor do que a licença em definitivo.

Essa mudança de filosofia acabou se refletindo no universo Xbox, o que é ótimo para os gamers. E se não fizesse isso, entendo que o desastre seria iminente, no que se refere à competição com o PlayStation 5 na atual geração de games.

 

 

 

A Microsoft não poderia ser burra nesse nível

 

 

Se a Microsoft fosse adiante na decisão em aumentar os preços cobrados no Xbox Live Gold, era digno de entregar um atestado de burrice para Phil Spencer, Satya Nadella e todos os envolvidos.

Sempre rondaram rumores que um dos grandes sonhos secretos da Microsoft era acabar com o Xbox de vez, mas isso nunca aconteceu por dois motivos:

  1. O Xbox ainda é um ativo importante;
  2. O Xbox ainda é uma plataforma que dá uma ótima visibilidade da Microsoft.

 

Apesar das vendas do PlayStation 5 serem superiores (e nem é preciso ter números exatos para mostrar que o console da Sony está vendendo o dobro; muita gente que eu conheço comprou este console), o Xbox Series X e S estão bem nas vendas, e com um enorme potencial nas mãos com a versão Ultimate do Live Gold.

Eu mesmo estou me planejando para comprar o Xbox Series S (sim, sou pobre…) pensando também no Ultimate, pois a relação custo-benefício deste plano é algo excelente. A Microsoft inflacionar demais o preço dessa plataforma seria um enorme tiro no pé com uma bazuca.

Aprender com os erros do passado é ótimo. Melhor ainda quando este aprendizado mostra que você precisa ouvir o seu cliente para entregar o que ele quer. E a Microsoft marcou um gol de placa neste caso.


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