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Uma coisa é certa: a Microsoft foi muito persistente no projeto do Surface. O dispositivo foi muito criticado por tudo e por todos, em partes por não oferecer um Windows completo em algumas versões, ou também por ser um dispositivo considerado caro demais para o que oferecia. Porém, algo que todo mundo teve que reconhecer (principalmente a Apple) é que essa proposta de tablet produtivo com caneta e case-teclado vingou.

Não que o Surface seja um campeão de vendas. Mas você há de concordar comigo que, se ele fosse um grande fracasso, a Microsoft iria parar com a brincadeira, e não teria apresentado hoje a quarta versão desse dispositivo. Se o Microsoft Surface Pro 4 foi anunciado, é sinal que a própria Microsoft entende que o produto vai bem nas vendas, o conceito é vendável dentro do seu público-alvo, e que os erros das primeiras versões foram corrigidos.

Aliás, não tem credencial maior de que a Microsoft tinha razão em apostar no produto quando vemos a Apple – que criticou o Surface Pro no passado – lançar um iPad Pro, com um case-teclado chupinhado copiado altamente inspirado no Surface, e mais: com uma caneta apontadora, para melhor interação com o dispositivo. Tal como a Microsoft sempre propôs nesse tipo de produto.

Mas, deixando isso de lado, a Microsoft apresentou o Surface Pro 4, com melhorias interessantes. Ele é mais fino, mais leve, conta com uma generosa tela de 12.3 polegadas, com uma elevada resolução, e um desempenho que promete ser pelo menos 50% maior que o MacBook Air. São credenciais interessantes para um produto que tem como principal missão de substituir o seu computador portátil.

Bom, há muitas pessoas que vão preferir levar ele do que o notebook na mochila. Talvez eu tenha algumas dúvidas sobre os segmentos produtivos que vão aproveitar melhor de suas capacidades e características. Eu, particularmente, prefiro um notebook, mas compreendo que o Surface Pro 4 pode ser muito bem vindo para tarefas e segmentos específicos. Para o meu dia a dia, eu ainda preciso de um teclado e mouse.

E talvez só por isso que eu não me imagino com um Surface (ou qualquer tablet) como substituto do meu notebook. Ainda dependo de um teclado de verdade para melhor escrever em meus blogs, de um mouse para uma maior precisão para essas atividades, e sempre que participo de coletivas, de forma invariável, eu acabo com o notebook no colo para produzir os textos no local. Ter um tablet para produzir textos com a tela sensível ao toque não é exatamente o que podemos chamar de “produtivo”.

Mas isso sou eu. Acho que em outros segmentos profissionais, o Surface Pro 4 é muito bem vindo. Mesmo em um momento mais eventual, em uma edição de áudio ou vídeo mais rápida, ter um equipamento com todo o poderio técnico que o tablet da Microsoft oferece (processador Intel Core Skylake, até 16 GB de RAM, e até 1 TB de armazenamento flash) pode ser algo muito bem vindo.

Entendo que o Surface Pro 4 é mais um acerto. Ou pelo menos mais um dispositivo que entra na briga pelo substituto do notebook. com um preço inicial de US$ 899, e trabalhando com uma nova caneta com 1024 níveis de pressão e bateria com autonomia de um ano (Surface Pen), esse produto pode fazer a alegria dos mais produtivos em vários aspectos. Pode fazer barulho dentro do segmento, e quem sabe tirar o sono de uma empresa da maça mordida.