A Motorola apresentou lá fora o Moto E5 Play Android Go, versão ainda mais simplificada do smartphone Android de entrada da Lenovo, com a diferença de receber a versão otimizada do sistema operacional da Google.

O modelo tem lançamento confirmado para a América Latina, logo, podemos imaginar que ele será lançado no Brasil em algum momento. As vendas nos mercados onde ele será comercializado (também será vendido na Europa, mas também não tem países confirmados) começam ainda em julho.

E até entendo o movimento da Motorola nesse aspecto. O Android Go é, em teoria, perfeito para os mercados emergentes ou para dispositivos de entrada/baixo custo, como é o caso do Moto E5 Play. No Brasil, a briga direta é com dispositivos de outros fabricantes que também decidiram lançar produtos com essa plataforma em nosso mercado.

Recentemente, os telefones com Android Go chegaram em nosso mercado com outros fabricantes de menor expressão, e com uma Motorola apostando nessa plataforma, ela tende a crescer e ganhar visibilidade maior. A Samsung vai fazer o mesmo com um futuro smartphone, mas deve atrapalhar um pouco a ideia de oferecer um telefone com o proposta mais alinhada com aquilo que a Google entende ser o melhor para a plataforma ao colocar a interface Samsung Experience por cima do Android puro.

Mas… voltando para a Motorola… não consigo confiar muito em um smartphone com apenas 1 GB de RAM nos dias de hoje, mesmo com o Android Go.

Por mais que a otimização seja pesada para obter o melhor desempenho possível em dispositivos com hardware limitado, é importante lembrar que tudo na vida evolui, incluindo os aplicativos otimizados para o Android Go. E essa evolução de software invariavelmente vai exigir mais do hardware dos dispositivos.

Será que 1 GB de RAM dá conta disso tudo? Historicamente, o Android é um devorador de recursos. Só se o Android Go for um milagre na Terra, algo que sinceramente eu não acredito que ele é. Hoje, os poucos smartphones com o sistema operacional já não oferecem um bom desempenho. Que dirá no futuro.

Por isso, eu pergunto: custava deixar os 2 GB de RAM no Moto E5 Play original, Motorola?