moto-g4-moto-g4-plus-oficial-01

Eles cresceram em tudo. Inclusive no preço.

Os primeiros smarphones da linha Moto G 100% assinados pela Lenovo (apesar de estranhamente o logo da Motorola estar presente na caixa) foram apresentados hoje (17), e mostram as melhorias habituais nas especificações de hardware, algo que todo dispositivo deve receber de tempos em tempos. Mas também mostra o crescimento e maturidade da série, que pode resultar efeitos com direções opostas: por um lado, temos o melhor Moto G já lançado, que se nivela com aquilo que o mercado de linha média premium pede hoje; por outro lado, o dispositivo pode deixar de ser o “bom, bonito e barato” que as pessoas tanto amam.

Por outro lado, entendo que o Moto G já está na hora de dar um passo adiante, de seguir em frente. Ser um modelo que ofereça um pouco mais, sem se limitar necessariamente ao quesito preço, e justificando um investimento um pouco maior. O problema específico aqui é que, em caso do modelo mais básico chegar ao Brasil na casa dos R$ 1.500, ele automaticamente ‘mata’ o Lenovo Vibe 7010, e isso pode ser um problema a médio prazo. A não ser que a Lenovo reduza um pouco o preço do Vibe. Mas vamos descobrir em algumas horas o que os asiáticos pensam sobre esse tema.

De qualquer forma, falamos de um smartphone que agora tem uma tela de 5.5 polegadas em Full HD e mais de 400 pixels por polegada. Uma melhora sensível pensando em um público que cada vez mais consome e produz conteúdos de imagem (fotos e vídeos). O aumento de tamanho e resolução de tela fez com que a bateria do dispositivo aumentasse para 3.000 mAh, algo mais do que necessário para aguentar essa demanda toda. Tudo bem que o processador Qualcomm Snapdragon 617, trabalhando com o Android 6.0.1 Marshmallow, será responsável por um melhor gerenciamento de bateria. Mesmo assim, quanto mais bateria melhor, em todos os sentidos.

moto-g4-moto-g4-plus-oficial-02

Os novos Moto G4 e Moto G4 Plus apresentam melhorias nas câmeras, ao mesmo tempo que esse é um dos itens onde os dois modelos são mais diferentes. Com sensores de 13 MP e 16 MP, o modelo maior teria um sensor fotográfico tão bom quanto aquele presente no iPhone 6s e iPhone 6s Plus (não sou eu que estou falando: foi a Lenovo/Motorola que lançou essa declaração na Índia). Aqui, o desafio é fazer com que um dispositivo da série conte com um sensor fotográfico de maior qualidade. Ao longo do tempo, as melhoras foram consideráveis, mas ainda deixaram um pouco a desejar na última versão. Quem sabe com um sensor ótico mais potente e um sistema de foco a laser ajude nessa equação.

moto-g4-moto-g4-plus-oficial-04

Alguns elementos do DNA da série Moto G estão presentes, como o modo de recarga rápida de bateria, linhas de design bem ajustadas, Android pouco customizado e com recursos inteligentes, entre outros. O que mostra o compromisso da Lenovo em ao menos manter a ideia inicial do dispositivo viva, apesar da proposta de oferecer uma melhor relação custo-benefício se perder com o passar do tempo. A decisão só vai ser desfavorável se os novos smartphones apresentarem problemas sérios, mas imagino que isso não vai acontecer.

moto-g4-moto-g4-plus-oficial-05

Em linhas gerais, as primeiras impressões do Moto G4 e Moto G4 Plus me agradam. As melhorias são pontuais, não descaracterizaram muito o dispositivo do conceito geral que as pessoas conhecem, e o fator preço pode ser decisivo para o sucesso dos novos modelos. Afinal e contas, esse ainda é um dos fatores decisivos na hora do consumidor escolher um smartphone para chamar de seu. Sem falar que, a cada ano, a concorrência dentro de sua faixa de preço é cada vez maior.

Lenovo-Moto-G4