Sim… a Motorola perdeu mais uma chance de voltar a ser uma força dominante no segmento de smarpthones de linha média com a família Moto G7. E eu não estou falando isso porque os novos modelos são ruins. Nem posso afirmar isso antes de testá-los. Mas é fato que é mais uma oportunidade perdida. Muito em função dos valores escolhidos para os modelos.

Um dispositivo de linha média clássico custando R$ 1.899 no Brasil? Sério mesmo, Motorola? Não é possível que o Moto G7 Plus realmente vale tudo isso! O que custa deixar esse dispositivo mais barato? R$ 1.499 no modelo Plus ninguém iria reclamar.

 

 

Tela e tamanho não justificam esse preço

 

 

Por mais que a tela seja o elemento mais caro de qualquer smartphone, e que todos estão querendo grandes telas em seus dispositivos, eu me recuso a acreditar que foi justamente a tela que encareceu o dispositivo. Moto G7 e Moto G7 Plus contam com o mesmo tamanho de tela, e custam igualmente caros para o que oferece. Logo, a diferença de preço está no processador e demais componentes internos.

 

 

Muito conservador na potência

 

 

Pelo amor de Deus, Motorola… com o Snapdragon 710 disponível no mercado, e com o Snapdragon 660 mais potente, você decide colocar o Snapdragon 632 e 636 no Moto G7 e Moto G7 Plus, respectivamente?

A concorrência tem modelos com chips mais potentes que custam a mesma coisa, quando não custa menos. E o pior é que a Motorola fez isso em modelos de 2018. E não só ela: a Samsung lançando smartphone com Snapdragon 435 por R$ 1.900 não me deixa esquecer.

 

 

Moto G tenta ser melhor em fotografia, mas…

 

 

Nos dias de hoje não adianta contar apenas com um bom sensor fotográfico. O processador vai influenciar decisivamente para um resultado final de imagem de qualidade. E não dá para se animar muito com os processadores que o Moto G7 e o Moto G7 Plus carregam dentro de si.

Historicamente, a Motorola não vem acertando com as câmeras dos seus dispositivos, e tudo indica que vamos ter um mais do mesmo de novo. É claro que só os testes podem dizer, mas olhando de longe, não acredito que os resultados vão muito além dos seus modelos anteriores (pelo menos os dois últimos).

 

 

A batalha do preço

 

 

A briga da Motorola no Brasil não é mais com a Samsung e com a ASUS, como muitos pensam. A briga da marca é com a Xiaomi, que com o seu Xiaomi Mi A2 entrega mais custando menos. Como o usuário não liga muito mais para a questão da garantia (senão não comprariam outras marcas), a competição é mesmo com os fabricantes chineses. E não apenas aqui, mas no mundo todo.

 

 

Acorda, Motorola!

Ainda dá tempo de acordar. Todos os modelos da linha Moto G7 estão com valores acima do que realmente poderiam valer, se pensarmos que a Motorola poderia muito bem reassumir a postura de oferecer a alternativa de baixo custo com qualidade, como era o Moto G nas suas primeiras gerações.

É uma pena. perdeu mais uma chance.