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Chegou o menino Motorola Moto G8 ao Brasil. E ele não veio sozinho: o Motorola G8 Power também foi lançado por aqui. E mais uma vez, vamos ouvir toda aquela discussão sobre o preço, a relação custo-benefício, e se ele pode competir com os dispositivos chineses que estão conquistando os corações de muitos.

 

 

 

Será que ainda existe todo esse amor pelo Moto G?

 

 

Ao longo dos anos, testemunhamos muitos usuários de tecnologia defendendo com unhas e dentes a família Moto G, e não podemos culpar esse povo. O principal argumento a favor dessa família de smartphones é a relação custo-benefício, que já foi melhor no passado, mas que ainda mantém uma consistência quando olhamos para a realidade de presente.

Porém, esse amor já foi maior. Tem mais pessoas amando a Xiaomi e a Realme do que a Motorola, e as duas oferecem produtos tão bons ou melhores com preços similares ou mais competitivos que o Motorola Moto G8 ou o G8 Power.

E diante do que foi apresentado, isso não deve mudar tão cedo.

 

 

 

Motorola Moto G8, por incrível que pareça, deixa um pouco a desejar

 

 

Como é que o Motorola Moto G8 pode competir de igual para igual com dispositivos chineses que contam com processadores Snapdragon da série 700, ao escolher um chip Snpadragon 665, que já tem um ano de mercado? Por mais competente que esse processador seja, a relação custo-benefício não fecha quando comparado com outros modelos.

Além disso, não adianta nada ter várias câmeras na parte traseira se essas câmeras vão trabalhar com processadores do passado. De novo: número de sensores e megapixels elevados não representam absolutamente nada para os aspectos fotográficos: outros fatores são tão relevantes ou mais (disposição dos sensores, como os sensores trabalham, a capacidade que esses softwares trabalha com os sensores, etc).

Sem falar na única alternativa de RAM e armazenamento para o Moto G8. Eu entendo que a decisão aqui é para manter o preço do modelo mais baixo. Mesmo assim, não faz mais muito sentido um smartphone em pleno 2020 não contar com 128 GB de armazenamento.

 

 

 

O que eu penso sobre o Motorola Moto G8?

 

 

Não posso dizer que não gostei, pois achei o Motorola Moto G8 um smartphone bem legal. Mas também não posso dizer que ele é excelente, pois não é. Para mim, deixa a desejar em pontos onde outros modelos de linha média são melhores. Pode ser bem um telefone bem vindo para quem é fã incondicional da família Moto G, e que aceita qualquer coisa que vier dessa série.

Por outro lado, acredito que até essa turma vai começar a olhar para o lado, e entender que a concorrência está entregando um pouco mais por um valor similar ou menor.

Bom, melhor do que eu dizer qualquer coisa, que seja o mercado respondendo a este lançamento. Se o Motorola Moto G8 for um campeão de vendas, eu me calo.

Agora, se os modelos da Xiaomi e da Redmi seguirem vendendo mais do que os lançamentos de 2020 da Motorola, eu peço que me procure. Com certeza vou ter algumas coisas para dizer sobre esse assunto tão delicado.


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