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A regra aqui está claríssima: o foco principal é no design.

O Motorola One Hyper acabou de ser anunciado no Brasil, com o preço salgado (na minha modesta opinião) de R$ 2.499. E nem dá para considerar tanto que o preço se justifica pelo fator de inovação. Pode ser o primeiro modelo da Motorola a contar com uma câmera frontal pop-up, mas tal expediente já é utilizado de forma ampla por outros players do mercado de smartphones.

 

 

O design é o que manda aqui

 

 

Não é exatamente o produto que veio para convencer você pelas demais especificações técnicas. Bom, ele tem coisas bem interessantes, mas sempre temos que lembrar que ele é um modelo de linha média, ou seja, não é a melhor opção para quem quer um telefone para os jogos.

Mesmo utilizando o sistema “cobertor de paraíba” (nada contra a Paraíba, pelo amor de Deus…) nas suas especificações (em tempo, e explicando o trocadilho para quem tem menos de 40 anos: “cobertor de paraíba” é um cobertor curto: cobre as pernas e deixa a cabeça de fora; cobre a cabeça, e deixa os pés descobertos – ou seja, sempre vai faltar alguma coisa), o Motorola One Hyper tem os seus atrativos além do hype da câmera frontal pop-up.

Por exemplo, o modo de recarga rápida de 45W. Com um Android 10 quase limpo da Motorola e um Snapdragon 675 que é minimamente competente, podemos imaginar que o sistema de gerenciamento de energia será eficiente para recarregar rápido e manter a autonomia de bateria por um dia inteiro de uso. E esse pode ser um fator a ser considerado por muitos usuários.

Ter uma tela sem notch é a obsessão de muitos fabricantes, e por enquanto as câmeras pop-up são a solução (apesar de eu mesmo ter declarado a morte desse sistema). Aqui, o design pode ser o fiel da balança a favor do Motorola One Hyper. Para quem odeia o notch, ele é uma das alternativas.

Mas o Asus Zenfone 6, mais completo nas especificações e com uma solução tão competente quanto para eliminar o notch, custa quase a mesma coisa…. será que não vale mais a pena do que o Hyper?

 

 

O que eu penso sobre Motorola One Hyper à primeira vista?

 

 

Legal. A Motorola aposta na câmera frontal pop-up, na recarga rápida e em um design sem notch para fazer do Motorola One Hyper um smartphone atraente. Só não sei se isso é o suficiente para justificar o seu preço de R$ 2.499.

Particularmente, eu acho caro para um produto com essas inovações. A concorrência entrega soluções similares e até melhores por um preço que não é tão mais alto do que o cobrado pelo One Hyper.

Acredito que os fãs incondicionais da Motorola vão se interessar por esse produto e, ainda assim, tenho dúvidas se ele será um campeão de vendas. Mas acho válida a tentativa de uma proposta de design minimamente diferenciada, além de reforçar a tendência de futuro para o uso da câmera pop-up em dispositivos que não são premium ou top de linha.

Mas estou na espera do Motorola Razr 2019. Aguardo pacientemente pela chegada desse telefone no Brasil.

 


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