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A nostalgia vende. A maioria das pessoas querem revisitar o passado para se sentir melhor em um presente que não faz muito sentido. Ou apenas para dizer “no meu tempo é que era bom”.

No mundo da tecnologia, a aposta na nostalgia é algo evidente. Que dirá no mundo dos games, com tantos consoles “Mini” (NES, SNES, Mega Drive, PlayStation, Neo Geo, etc) alimentando o desejo daqueles em reviver os bons tempos de jogatina, e para que as novas gerações conheçam um pouco do que os seus pais viveram em uma época onde o jogo online não existia.

E esse sentimento de nostalgia também está no mundo da telefonia móvel. A HMD Global, empresa que hoje explora a marca Nokia, tem como parte do sucesso e sustentabilidade do seu negócio a nostalgia dos usuários que sempre foram fãs dessa marca lendária. E hoje (14), a Motorola decidiu entrar no trem da saudade, ao anunciar oficialmente o Motorola razr, uma releitura do muito bem sucedido RAZR V3 de 2004, com alguns toques de modernidade.

 

 

Ressuscitou em um produto atualizado

 

 

A Motorola combinou a nostalgia com a modernidade ao integrar uma tela flexível ao design do Motorola razr. E deixa claro que essa tela flexível é o principal traço de tecnologia modera do modelo. Todo o resto da proposta é calcada no design, e não em um hardware potente.

O que não quer dizer que o novo Motorola razr é um telefone ruim. Ele só não é um top de linha, tal e como aconteceu com os seus “rivais” Samsung Galaxy Fold e Huawei Mate X. Talvez por isso o produto da Motorola custe menos que os seus concorrentes (US$ 1.499). Mesmo assim, ainda é um produto caro. Bem caro.

Fica caro pensar que um smartphone cujo hardware conta com itens como um processador Snapdragon 710, trabalhando com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento (não expansível) pode custar tudo isso. Porém, com o que manda aqui é o design, nem podemos falar muito sobre isso.

 

 

Outro diferencial do Motorola razr em relação aos seus concorrentes de segmento é a dobra da tela na orientação vertical, uma vez que o modelo se inspira nos telefones em formato “concha”. É claro que vamos levantar mais uma vez a questão da integridade da tela e da resistência do produto. Porém, olhando de longe, fica a impressão que o modelo está bem construído.

 

 

O que eu penso do Motorola razr

 

 

Penso que o sentimento de nostalgia não pode ser depreciado como um todo, mas é preciso ter cuidado para que uma releitura atenda a todos os quesitos dos usuários que se encaixam com o perfil de gastar uma boa grana para voltar ao passado para ter um smartphone flip no bolso.

Por outro lado, o Motorola razr é um projeto único. Um dispositivo que atende de forma específica aos usuários que, no passado, foram muito felizes com um celular icônico, que marcou toda uma época no mercado de telefonia.

Ah, sim… atende aos nostálgicos… e também aos hipsters geeks, que sempre desejam ser um ponto fora da curva em qualquer coisa. Que dirá no mundo da tecnologia (juro que eu vi gente utilizando uma máquina de escrever no Starbucks… não é mentira).

 


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