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MTV VMA 2022 | Quem vence em Melhor Edição?

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O MTV Video Music Awards sempre premiou os aspectos mais técnicos dos videoclipes, e é por essas categorias que vou começar a minha maratona de análises.

Como eu escrevi aqui antes (se você não leu, deveria visitar mais esse blog), a cada dia vou analisar cada categoria do MTV VMA 2022, assistindo a todos os indicados e dando os meus pitacos sobre quem eu gostaria que vencesse e quem eu acho que vai vencer.

Começando pela edição, que é uma das mais complicadas e pessoais para se analisar.

 

 

 

O que é edição?

A edição e a capacidade de realizar a montagem das imagens de acordo com a canção em execução e, ao mesmo tempo, dando ritmo para a história que é apresentada no videoclipe.

Existem diferentes técnicas de edição, e várias delas não se valem necessariamente da regra linear de combinar todos os cortes com as batidas da música ou mudanças de compasso.

Editar um vídeo também envolve um certo timing com o que é exibido em tela. Em muitos casos, os cortes são planejados na estrutura estética, na ambientação ou exclusivamente no roteiro estabelecido para a construção do vídeo.

E eu sei que estou sendo mais complexo do que deveria nesta parte, porque essa categoria é realmente bem complexa.

No final das contas, vamos encarar a edição como a capacidade em organizar as imagens disponíveis de tal forma a ponto de envolver o espectador de forma plena, que monta o quebra-cabeças visual e, com sorte, extrai algum sentimento ou impressão disso.

 

 

 

O que eu gostei

Dito tudo isso, temos aqui seis videoclipes bem diferentes, com técnicas de edição diferentes.

“Family Ties” de Baby Keem & Kendrick Lamar apostam em uma edição mais básica e crua, bem alinhado com a proposta geral da música, mas com algumas soluções estéticas que me agradam.

Já o vídeo de “brutal” com Olivia Rodrigo usa uma estética que lembra um videoclipe da MTV da década de 1990, e isso pode agradar os corações dos votantes mais nostálgicos.

Sinceramente? Até gostaria que “SAOKO” de ROSALÍA levasse esse prêmio de edição, pois deve ser muito difícil captar e montar tantas imagens em movimento como foram apresentadas neste videoclipe.

E o curta metragem de Taylor Swift em “All Too Well” (o videoclipe tem nada menos que 14 minutos, e foi roteirizado e dirigido pela própria Taylor) é o que apresenta a edição mais distante da fórmula de videoclipe, uma vez que adota uma proposta mais cinematográfica de montagem.

Dito isso…

 

 

 

Quem eu acho que vai vencer

Sobram então The Weeknd com “Take My Breath”, que usa uma solução bem interessante de suavizar os cortes durante as estrofes da música e editar as imagens de acordo com a batida da canção nos refrões. Isso aumenta a sensação de imersão na proposta musical.

Porém, se fosse para apostar em um vencedor, o trabalho mais completo nessa categoria está no videoclipe de “Get Into It (Yuh)”, de Doja Cat.

Essa é a edição mais alinhada com a proposta da música e do próprio videoclipe, colocando o espectador dentro da proposta apresentada. Aliás, assim como no vídeo de Olivia Rodrigo, o videoclipe de Doja Cat aponta claramente para a “geração TikTok”, e funciona para se comunicar com esse público.

Eu posso errar no vencedor? É claro que sim. Mesmo porque nem eu estou me levando tão a sério nessa série de posts. Estou fazendo por pura diversão mesmo.

Mas ao menos vale a pena dar uma olhada com calma nesses indicados.

E, é claro, votar nos seus artistas preferidos em vma.mtv.com.


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@oEduardoMoreira