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Eu assisto futebol americano desde os anos 80, quando passava na Bandeirantes. Fiquei um tempo sem assistir, até que em 1999 adquiri o meu primeiro serviço de TV por assinatura. Logo, pude ver todas as 18 temporadas desse extraordinário jogador chamado Peyton Manning. E assim, me apaixonar definitivamente pelo esporte.

Peyton Manning, filho de Archie Manning, ex-quarterback do New Orleans Saints, vindo da Universidade do Tennessee, chegou na NFL pela porta da frente. Foi o número 1 do draft do seu ano, escolhido pelo Indianápolis Colts. Lá, ajudou a fazer de um time com campanha 3 vitórias e 13 derrotas ser um time de 13 vitórias e 3 derrotas, e um forte candidato a título na AFC.

Lá, Manning venceu o Super Bowl XLI e estabeleceu alguns dos seus maiores recordes. Com as contusões atrapalhando, foi dispensado e recrutado pelo Denver Broncos, para lá seguir estabelecendo marcas que fatalmente o colocam no Hall da Fama do esporte, inclusive com o recorde de passes para touchdown (509). Tem a honra de dizer que é o QB campeão do histórico Super Bowl 50, mesmo com a sua pior temporada na carreira em números.

Peyton Manning se aposenta para virar lenda do futebol americano. Na minha opinião, não superou Joe Montana (ao meu ver, o melhor de todos os tempos). Talvez não supere Tom Brady, que tem quatro títulos de Super Bowl. Mas foi, sem sombra de dúvidas, o melhor quarterback que vi jogar na NFL.

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Na verdade, não são os números, que no caso de Manning, são impressionantes. Mas sim a forma como ele mudou o jogo.

Peyton Manning era um técnico dentro de campo. Literalmente. É o QB mais inteligente que já pisou em um campo da NFL, por conta de sua capacidade absurda de ler o posicionamento da defesa adversária, e modificar a jogada previamente determinada. E em uma janela de tempo de apenas 40 segundos. Ninguém na liga é capaz de fazer isso tão bem como ele.

Peyton Manning viveu o jogo intensamente. Cada segundo. Sofreu as dores físicas das contusões, as dores emocionais em perder jogos importantes (principalmente nos playoffs), as finais da AFC, os duelos contra Tom Brady. Soube lidar com o fracasso de ser dispensado pelo time que defendeu boa parte de sua vida, o triunfo de voltar ao topo (e reconhecer que isso só aconteceu por causa de sua defesa), e a sabedoria de encerrar sua trajetória no topo.

Por mostrar uma paixão única pelo futebol americano, por apresentar uma postura impecável e exemplar, e por despertar inclusive o ódio de torcedores adversários, não resta dúvidas que Peyton fará muita falta para uma liga que tem muito a agradecer à ele. A NFL é hoje o esporte número um de muita gente por causa de Manning. Muita gente acha esse esporte fantástico por causa da genialidade desse cara.

Eu sou um deles. Por isso digo… muito obrigado, Peyton Manning. Fará muita falta na NFL na próxima temporada.

Ou… até breve… quem sabe… na sideline!

Prêmios da NFL

  • 5x NFL MVP (2003, 2004, 2008, 2009, 2013)[6]
  • Best NFL Player ESPY Award (2004,[5] 2005[5] )
  • 12× selecionado para o Pro Bowl (1999–2000, 2002–2009, 2010, 2012)[7]
  • 7× First-team All-Pro (2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2012, 2013)[5] [5] [8]
  • 3× Second-team All-Pro (1999, 2000, 2006)[9] [10] [11]
  • Bert Bell Award (2003, 2004)[12]
  • 1998 NFL All-Rookie First Team[7]
  • 2004 AFC Offensive Player of the Year[6]
  • 2004 Fedex Express Player of the Year[13]
  • 2005 Best Record-Breaking Performance ESPY Award[5]
  • 2005 Walter Payton Man of the Year Award[6]
  • 2005 Byron “Whizzer” White Humanitarian Award[7]
  • 2005 Pro Bowl MVP[6]
  • 2007 Super Bowl MVP[14]
  • 2007 Best Championship Performance ESPY Award[6]

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