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MWC 2022 foi uma volta aos anos 2000: mais notebooks interessantes que smartphones

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Em um passado não muito distante, a Mobile World Congress era uma feira muito esperada por mim. Eram dias onde eu trabalhava em torno de 10 horas por dia para abastecer o blog de novidades, pois tudo o que estaria por vir no mundo da mobilidade seria apresentado em Barcelona.

Porém, com o passar do tempo, eu fui deixando essa história de trabalhar que nem um maluco de lado, e os lançamentos foram perdendo o foco, pois nem todo mundo tinha dinheiro para comprar novos gadgets o tempo todo.

O que eu não poderia imaginar era que a MWC 2022 representaria uma volta ao passado. Sério, ela me colocou de novo nos anos 2000. Dá até para ouvir N’Sync de fundo enquanto escrevo este post.

 

 

 

Notebooks como protagonistas, smartphones em segundo plano

Em 2022, o principal dispositivo de tecnologia é o smartphone. Este é o produto mais vendido e utilizado pela maioria das pessoas ao redor do mundo. Logo, é mais do que razoável que seja ele a ganhar o protagonismo, certo?

Mas nem sempre foi assim.

No início da minha vida como usuário de tecnologia, o computador era o sonho de consumo, e o notebook um objeto de desejo distante. Os principais lançamentos do mercado tecnológico eram centrados no segmento de informática. A prova disso é que eu participei de um evento chamado Fenasoft, que hoje (infelizmente) não existe.

O que foi inesperado na MWC 2022 é ver os notebooks como protagonistas inesperados de uma feira de mobilidade que, em grande parte, existe por causa dos smartphones. Não que uma coisa invalide a outra. Só chama a atenção, ainda mais depois de muitos pregarem de forma estúpida que “o PC morreu”.

Nunca vai morrer.

Modelos como o Samsung Galaxy Book2 Pro e Pro 360, o primeiro Lenovo ThinkPad com ARM, notebooks pensados nos estudantes gamers, um Huawei conversível com tela OLED, um MateBook X Pro que sobe a barra dos portáteis e até um all-in-one que foi batizado como “o iMac com Windows”. Muitos lançamentos de computadores que dominaram a MWC 2022, deixando os smartphones como coadjuvantes.

 

 

 

Entre a pandemia e a disputa por atenção

A Samsung acertou no movimento. Apresentou a nova família de smartphones Galaxy S22 três semanas antes da MWC 2022 para ganhar protagonismo máximo, entendendo que não podia disputar atenção na feira de Barcelona.

Outros fatores contribuíram para a mudança de foco da MWC 2022. A morte da divisão de telefonia móvel da LG, a ausência da Sony e da HTC, a morte da divisão de mobilidade da Microsoft, a Huawei no meio da guerra comercial entre China e Estados Unidos e uma OnePlus muito tímida entram na lista dessas explicações para o cenário atual do evento.

Neste sentido, Poco, Honor e Realme assumiram o protagonismo da MWC 2022, sendo responsáveis pelos poucos anúncios de smartphones na feira. Além disso, as marcas também apresentaram relógios, fones de ouvido e acessórios para games.

É claro que a pandemia contribuiu para este cenário da MWC 2022. Afinal de contas, muitas pessoas passaram a trabalhar de casa e em um computador. Logo, por que não apresentar equipamentos para aumentar a produtividade e eficiência desses profissionais?

Com isso, podemos dizer que a década de 2020 marca uma volta aos anos 2000, mostrando claramente que a era pós-PC está mais que estabilizada, com um inesperado retorno das boas vendas de computadores e notebooks. E a MWC 2022 é uma clara demonstração disso.

Será que a ascensão dos relógios inteligentes e fones de ouvido seria a ‘era pós-Smartphone’?


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