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Não conheço o Casimiro, e a culpa é minha

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Casimiro.

Tá, eu não sei quem é o Casimiro. E isso acontece por alguns motivos, como “eu sou velho” e “eu não estou na Twitch”. Por isso, não vou refletir sobre o sucesso dele. Vou um passo adiante: por que eu não faço a menor ideia de quem é ele.

Bom, também não é assim. Eu sei quem é o Casimiro. O que quero dizer é que não sou a audiência dele. Se vi um vídeo dele é muito. E não tem nada de errado com isso. Eu entendo que não sou o público dele.

Mas não saber quem é o Casimiro é muito mais culpa minha do que dele.

 

 

 

Precisamos sair da bolha

Eu faço um “mea culpa” por não saber quem é o Casimiro, e assumo total responsabilidade pela minha ignorância. E uso esse episódio para aprender alguma coisa para crescer como produtor de conteúdo.

O Casimiro tem 28 anos, e alcançou o sucesso com vídeos mostrando suas reações de futebol. Porém, ele reagiu a outros temas que também são de interesse do seu público, que é o jovem que está na Twitch.

Aqui está parte do sucesso do nosso protagonista.

Casimiro está explorando uma plataforma que ainda não está saturada, diferente do YouTube, do Instagram e do Twitter. E faz isso de forma casual e espontânea, sem muitas produções e usando uma linguagem que se comunica muito bem com o público jovem.

Então, eu pergunto: um adulto com quase 43 anos e com contas a pagar vai deixar de lado as séries da Netflix e o Xbox para assistir a esses vídeos?

Bom, no meu caso, como produtor de conteúdo, a resposta é: deveria.

Eu preciso entender melhor quais são os públicos que consomem determinados tipos de conteúdos. Entendo que a minha bolha de audiência se comporta de forma bem diferente dos jovens, e isso resulta em consequências diretas na visibilidade e relevância de tudo o que vou produzir e publicar.

Os jovens são muito mais engajados e passionais. Acabam impulsionando organicamente os conteúdos produzidos pelos seus ídolos, o que torna a relevância desses produtores de conteúdo ainda maior.

No final das contas, Casimiro tem muitas similaridades com o Felipe Neto porque os seus públicos são basicamente os mesmos na faixa etária. E, mesmo assim, existe uma diferença a ser observada: o influencer que reage aos jogos de futebol está conversando com uma nova geração de consumidores digitais, em uma plataforma diferente e com características mais específicas.

 

 

 

E o que eu faço com essa lição aprendida?

Mudo a minha forma de apresentar meu conteúdo.

Isso não quer dizer que vou passar a usar expressões maneiras, gritar para a câmera e começar a me comportar como um adolescente. Não é a minha praia.

O que quero dizer é que vou efetivamente assumir que estou conversando para um público bem específico: o jovem adulto que adora tecnologia, investe seu dinheiro em gadgets e estilo de vida e, muito provavelmente pensa em iniciar uma produção de conteúdo no YouTube ou em outras plataformas.

Sobre o Casimiro, ele é mais um caso que mostra de forma clara que a popularidade de um produtor de conteúdo aparece de forma orgânica e natural, com público direcionado e sem o formato tradicional com o qual estamos acostumados.

E nós, influenciadores digitais que encontrou o mato quando chegou nessa grande vila chamada internet, precisamos aprender com os novos tempos e os novos influenciadores. E tentar extrair o que tem de melhor de tudo isso.


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