Hoje é o dia de me lembrar daqueles que já se foram. Na verdade, eu me lembro de tempos em tempos daqueles que já partiram daqui para viver outras vidas, em outros mundos que não podemos ver ou sentir. Eu acredito nisso. Afinal de contas, qual seria o sentido viver tudo de uma vez só? Pior: tudo acabar depois da morte? Não, para mim, não faz sentido.

Eu tento pensar nos momentos divertidos, nas farras, nas reuniões de final de ano… nas risadas. É engraçado… as lembranças boas acabam se convertendo em lágrimas de saudade. Mas é como dizem: algumas vezes, o amor que sentimos por algumas pessoas é algo tão intenso, que não se traduz em palavras, e só as lágrimas podem eventualmente mostrar a intensidade desse sentimento. Isso não é ruim. Pelo contrário. É sinal que somos humanos.

Acho que o que realmente dói é não poder dar aquele abraço apertado naquela pessoa que partiu. Vamos ficar sempre desejando esse último abraço, aquela última palavra amiga, aquele olhar que conforta. Nessa horas, somos um pouco ‘egoístas’: queremos que o tempo volte, contrariamos nossas crenças, questionamos forças superiores.

Apenas para ter aquela pessoa por perto de novo.

Muitas vezes nos esquecemos que a mantemos viva na nossa mente e no nosso coração. Aliás, quem realmente importa na nossa vida não morre. É eterno justamente pelas lembranças, ensinamentos, conselhos e momentos compartilhados.

O 02 de novembro é o dia que nos lembramos de forma mais intensa daqueles que já partiram. Lembramos. Mas não nos esquecemos. Como disse, quem realmente marca a presença na nossa história passa a ser companhia constante no nosso íntimo.

Caminhando conosco todos os dias.
Sendo nossa companhia mais sincera.
E nos confortando quando mais precisamos.