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Saindo de Curitiba (PR), normalmente eu vou para São Paulo (SP) com voos aterrizando no aeroporto de Congonhas. Porém, diante do que estava acontecendo hoje por lá, eu realmente agradeço aos céus por não ter evento para cobrir nessa sexta-feira (04).

Já é um aeroporto consideravelmente menor do que Guarulhos, em uma área com grande concentração urbana. Imagine o tráfego de carros da região. Tudo parado. Tudo engarrafado. Sem ter espaço direito para carros, que dirá para pedestres e manifestantes. Ou pessoas que não tem o que fazer a essa hora do dia para brigar com os outros.

Aliás, a briga ainda segue. O que resultaria em todo o cenário de caos para quem precisa trabalhar hoje. De qualquer forma, não queria estar em Congonhas hoje. Nem para trabalhar sobre o mercado de tecnologia, algo que amo fazer, mas também no caso de uma cobertura jornalística sobre os acontecimentos. Seria uma cobertura muito tensa, complicada, problemática. Perigosa para alguns profissionais.

Os ânimos estão exaltados nos dois lados. Não gostaria de estar no meio dessa trincheira. Ainda mais porque eu tenho minhas opiniões pessoais sobre o assunto. Ah, sim… não existe isenção em cobertura jornalística. Hoje, você mostra os fatos com uma determinada ótica que pode sim ser influenciada de acordo com o seu posicionamento sobre o tema. E isso não é pecado algum.

Pena que alguns não entendem isso.

De qualquer forma, ainda bem que estou longe de Congonhas hoje. Não teria ânimo nenhum para presenciar tudo isso. Prefiro ver o trabalho dos colegas que estão registrando tudo, transmitindo em tempo real. Até o pessoal da BBC está utilizando as redes sociais (Instagram e Snapchat inclusive) para registrar a movimentação que lá ocorre.

O dia de hoje será histórico. Emblemático. Tudo indica que é só o começo.

Mas prefiro ficar um pouco distante de tudo isso.