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Natal é tempo de amor e harmonia, mas Star Wars: A Ascensão Skywalker está despertando em alguns fãs da saga sentimentos opostos ao sugeridos no início do parágrafo. Não dá para ter um consenso sobre o resultado final, e o fandom está tão ouriçado, que as brigas se tornam inevitáveis.

Um claro exemplo dessa relação de amor e ódio em relação ao filme aconteceu em um cinema localizado na cidade de Vancouver (Canadá). Os presentes na sala estavam assistindo aos primeiros minutos de A Ascensão Skywalker quando uma briga entre dois presentes na sala começou. A discussão foi de magnitude tamanha, que a exibição do filme foi interrompida para que o conflito fosse resolvido.

Detalhe: a briga nem aconteceu por causa das escolhas criativas do filme. Mas o fanatismo por Star Wars foi o combustível para a confusão acontecer.

 

 

Como foi a briga?

 

 

Um dos presentes tirou o seu smartphone do bolso (algo muito errado para se fazer em uma sala de cinema, e algumas pessoas deveriam saber disso) para olhar o WhatsApp ou alguma bobagem enviada por algum amigo no Facebook.

Joe Bond entendeu que poderia dar aquela checada básica no telefone de forma bem rápida, sem se preocupar que outras pessoas poderiam se irritar com isso. Pois bem, alguém perto dele dentro da sala de cinema se irritou, e reclamou desse gesto de forma mais enfática. Bond tentou acalmá-lo, e ameaçou chamar um funcionário do cinema se isso não acontecesse.

É óbvio que isso não deu certo. Tanto, que Bond recebeu um soco na cara. Algo raro, pois normalmente um Bond sai ileso nas brigas (exceto quando o Bond responde pelo nome Daniel Craig).

O atacante (que não foi identificado) já estava irritado porque uma pessoa algumas fileiras de cadeiras adiante também retirou o smartphone do bolso para gravar a sequência de abertura do filme (outra atitude condenável, pois bem sabemos o quanto isso é proibido).

Diante da briga, o pessoal do cinema teve que interferir, parando a projeção do filme para retirar o esquentadinho da sala. Tarefa que não foi das mais fáceis, já que o sujeito estava muito alterado com aqueles que estavam utilizando o smartphone dentro da sala do cinema. De forma irônica, alguém gravou a briga com o seu telefone, compartilhando a confusão nas redes sociais, para nosso deleite e alegria.

Não vou defender a agressão, mas até dá para entender a irritação do cidadão, que alegou de forma esbravejante que esperou “um maldito ano” para assistir ao filme, para quem um idiota com um celular estragasse tudo.

Os funcionários do cinema chamaram a polícia, mas o cidadão agressor já tinha se retirado do cinema quando as autoridades chegaram. Em comunicado, a sala de cinema catalogaram a situação como “preocupante”, e a polícia ainda não localizou o suspeito.

Já Joe Bond argumenta que usou o smartphone dentro do cinema porque “precisou fazer isso”: ele estava com a esposa, e o casal só poderia estar ali porque contratou uma babá para cuidar dos seus dois filhos. Joe recebeu uma mensagem e foi verificar se era da babá.

Dá para entender todos os lados envolvidos, apesar de nada justificar a violência e a agressão física. De qualquer forma, fica a dica: se você está em uma sala de cinema, se concentra nisso, pois você está lá para isso. Nada mais importa. Ou não vá ao cinema. Simples.

Você não pode estragar a experiência das demais pessoas com o egoísmo de comportamento.

 


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