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Netflix… na boa: você é burra?

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É perigoso chamar uma empresa de burra, mas a Netflix pediu por isso. Afinal de contas, aumentar o preço da plataforma em até 22% no Brasil, o país do Bacurau e do arroz com osso, é não entender o que acontece por aqui.

Eu sei que a plataforma de streaming líder do mercado (enquanto ela existe, pois para muita gente ela morreu) tem uma política de reajuste bianual e, pelo visto, essa regra não tem exceções. Entendo também que é preciso ter dinheiro para produzir séries, mesmo que elas não sejam de qualidade.

Porém, o aumento de preço nos planos nacionais da Netflix foi basicamente o “instrumento ereto” do co-protagonista de Sex/Life entrando em orifícios que a gente nem sabia que tinha.

 

 

 

Não faz o menor sentido

Antes de continuar, quero mandar um abraço para o Mauro César Pereira, ex-comentarista da ESPN que mostrou claramente que vive na própria bolha da realidade dele. Mal entende de futebol, que dirá de serviços de streaming.

Alguém precisa avisar para ele que assinante da Netflix paga também pela qualidade da reprodução do conteúdo, e não apenas pelo número de telas. Mas questiono a capacidade cognitiva do moço em compreender isso.

Voltando para a problemática do post, pois quero evitar processos…

Netflix… não faz o menor sentido aumentar as mensalidades neste momento. Logo você, que foi a companhia de muita gente quando foi necessário passar mais tempo em casa.

Com a mensalidade da Netflix, dá para pagar pelo menos três plataformas de streaming bem robustas:

  • HBO Max, por R$ 13,95/mês
  • Disney+, por R$ 27,90/mês
  • Amazon Prime Video, por R$ 9,90/mês

 

São R$ 51 muito bem investidos, já que a quantidade de conteúdos agregados é substancialmente mais robusta do que as produções originais da Netflix que, na grande maioria dos casos, não chega perto da relevância das produções da Warner Bros ou da Marvel.

Nem vou citar a Disney ou a Pixar, pois entendo que os executivos da Netflix possuem família e não merecem apanhar na cara com tanta força.

 

 

 

Acorda pra vida, Netflix! Aqui é Brasil!

Antes, a Netflix era rainha nesse negócio de streaming. Agora, a concorrência é tão grande, que já está tão ou mais caro pagar todas as plataformas do que ter TV a cabo.

Os usuários brasileiros fatalmente vão optar pelas plataformas que pesam menos no bolso para seguir assistindo filmes e séries via streaming. Sem falar que a grande maioria vai procurar pelo catálogo que mais agrega valor em relação ao conteúdo disponível.

É claro que alguns conteúdos disponíveis apenas na Netflix são de interesse de muita gente, e entendo que a plataforma sofreu mais com os problemas sanitários globais, pois seus conteúdos originais ficaram paralisados.

Sem novas temporadas de Stranger Things, Black Mirror e La Casa de Papel, a Netflix perdeu apelo e visibilidade. Algo que as demais plataformas não sofrem com catálogos que foram construídos ao longo de décadas, e franquias muito relevantes para a grande maioria dos fãs de filmes e séries.

Mesmo assim. O modelo de negócio da Netflix ficou insustentável para muita gente.

Cobrar R$ 55 para ver em 4K quando todas as outras plataformas cobram no máximo pouco mais da metade disso para entregar as mesmas características técnicas é pedir para muita gente cancelar pelo serviço. A não ser que a própria Netflix tenha “jogado a toalha”, e aceitou o fato que o brasileiro vai mesmo dividir a conta de múltiplas telas em 4K com outras pessoas.

Só isso explica a decisão da Netflix por aqui.

Caso contrário, fica a pergunta…

 

 

 

Netflix… você é burra?

Sério, numa boa: você é burra, Netflix?

Isso não pode ser só ganância. Não pode ser apenas a necessidade em encher o rabo de dinheiro. Essa decisão mostra a falta de percepção do cenário atual do mercado de streaming, onde a competição existe e o modelo de negócio mudou consideravelmente.

E os usuários se adaptaram às mudanças.

Passou da hora da Netflix entender que ela não é mais hegemônica em um mercado onde empresas gigantes decidiram investir em novas propostas, com preços mais competitivos e catálogos mais atraentes. E tudo isso está na cara de qualquer pessoa que paga essas mensalidades com o cartão de crédito.

Não perceber isso, a essa altura do campeonato, só pode ser burrice!

Responde aí, Netflix…


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