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Ningtendo PXBOX 5, o megazord dos consoles de videogames

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Fizeram o megazord da atual geração de videogames. Simples assim!

A youtuber chinesa conhecida como XNZ desenvolveu uma máquina chamada Ningtendo PXBOX 5, que unifica os três principais consoles do mercado em uma única torre. E essa passa bem longe de ser a missão mais fácil do mundo (acredite, outros tentaram e falharam).

O projeto envolveu a desmontagem completa de um PlayStation 5, um Xbox Series S e um console Nintendo Switch 2 para reaproveitar apenas suas placas-mãe essenciais, que foram acondicionadas em um novo corpo.

O projeto é fascinante demais para não falar sobre ele de forma mais detalhada, e até mesmo para que outras pessoas possam se inspirar nesse tipo de invento.

Quem sabe um brasileiro mais habilidoso com os chamados mods consegue entregar uma versão tunada do Ningtendo PXBOX 5, para a admiração do grande público.

 

Apresentando o Ningtendo PXBOX 5

O sonho de possuir uma única máquina capaz de rodar todos os jogos exclusivos do mercado é uma constante entre os entusiastas de tecnologia.

Mas se depender das três gigantes do setor, as chances de isso acontecer são praticamente nulas.

Para resolver o problema da ocupação de espaço por múltiplos gabinetes volumosos e da impossibilidade do crossplay entre as plataformas, uma criadora de conteúdo chinêsa decidiu fundir as três principais plataformas de jogos em um único chassi compacto.

O projeto desafia as convenções de hardware ao remover as carcaças originais e volumosas do PlayStation 5, Xbox Series X e do console híbrido Nintendo Switch 2.

A abordagem radical permitiu condensar o volume total dos equipamentos em uma torre com dimensões semelhantes às de um computador de mesa pequeno.

O resultado dessa engenharia complexa é o Ningtendo PXBOX 5, uma solução “tudo-em-um” que promete a funcionalidade completa de cada sistema original.

A máquina não apenas economiza espaço na estante, mas também serve como uma demonstração impressionante de modificação de hardware e design industrial caseiro.

É um projeto fascinante só pela ideia apresentada, mas a sua execução é complexa o suficiente para envolver ainda mais os corações dos modificadores de plantão.

 

O desafio da desconstrução (e reconstrução do design)

A primeira etapa do projeto envolveu “estripar” os consoles originais para isolar seus componentes vitais, descartando ventiladores e fontes de energia padrão.

A youtuber então percebeu que, ao remover os gabinetes plásticos e dissipadores originais, as placas-mãe ocupavam uma fração mínima do espaço total dos aparelhos. O que era um ótimo ponto de partida, já que a ideia era acomodar tudo em um chassi mais compacto.

A inspiração para o novo formato veio do Mac Pro de 2013, famoso por seu design em forma de cilindro e sua eficiência térmica baseada em um núcleo central. E muitos de nós chamamos esse computador de “cinzeiro”, com um tom de deboche nos lábios.

O objetivo era replicar a arquitetura triangular, onde as placas dos consoles são montadas ao redor de um pilar de resfriamento comum, garantindo dessa forma a eficiência térmica de todos os consoles de uma única vez.

Essa configuração exigiu um planejamento meticuloso para garantir que os componentes sensíveis, como processadores e memórias, ficassem em contato direto com a nova solução térmica.

A disposição vertical permitiu que o ar frio fosse puxado pela base e expelido pelo topo, criando um fluxo de convecção natural eficiente.

Foi uma decisão inteligente da criadora de conteúdo, que estava resolvendo logo de cara um dos maiores problemas técnicos de seu projeto.

Mas a caminhada para o resultado final era longa, e precisava de um trabalho mais concentrado nos detalhes pendentes.

 

Engenharia térmica com fundição artesanal

Para criar o dissipador de calor central em forma de triângulo, a youtuber recorreu a uma técnica antiga de fundição de metal conhecida como cera perdida, adaptada com tecnologia moderna.

Ela utilizou uma impressora 3D para criar o modelo exato da peça em PLA, um plástico que vaporiza completamente quando exposto a altas temperaturas.

Anote com atenção as peças e recursos específicos para alcançar o resultado que ela entregou, pois muito provavelmente será você que vai montar um troço desses para mim.

O molde de plástico foi então envolto em gesso e submetido a um forno a 700 graus, onde o PLA derreteu e deixou uma cavidade perfeita para o metal.

O alumínio líquido foi derramado nesse molde de gesso, preenchendo o espaço deixado pelo plástico para formar uma peça sólida e condutora de calor.

Após o resfriamento, a peça de alumínio bruto passou por um intenso processo de polimento e usinagem para garantir superfícies perfeitamente planas.

O acabamento desenvolvido pela XNZ é o que garante a transferência térmica eficiente entre os chips dos consoles e o novo dissipador central compartilhado. Sem isso, ela simplesmente iria fritar ou derreter os três caros consoles de videogames.

Ao que tudo indica, a questão térmica foi resolvida. Chegou a hora de começar a integrar cada um dos consoles nesse corpo.

 

Integração do Nintendo Switch 2 e a questão da mobilidade

A inclusão do console da Nintendo apresentou um desafio único devido à sua natureza híbrida e à necessidade de manter sua portabilidade original. Ou seja, no caso específico do Switch 2, não bastava simplesmente desmontar o produto e integrar ao megazord.

Sem falar nas próprias singularidades de design e construção do console da Nintendo.

Diferente das placas fixas da Sony e Microsoft, o hardware da Nintendo precisava ser removível para que o usuário pudesse jogar em modo portátil quando desejasse.

A solução encontrada foi o desenvolvimento de um “dock” personalizado impresso em 3D, posicionado verticalmente na estrutura da torre. E isso pode até parecer a solução mais óbvia do mundo, mas é genial dentro do contexto aplicado para o produto que você está conhecendo neste artigo.

O módulo contém conexões USB-C e molas impressas sob medida, que permitem que o console deslize para fora suavemente, similar a uma torradeira.

A conexão interna garante que, quando acoplado, o console transmita vídeo para a TV através do sistema central da torre. Em termos práticos, ele vai se comportar como o Xbox e o PlayStation quando o usuário decidir rodar seus games na TV.

Toda essa engenharia preserva a versatilidade do dispositivo, permitindo alternar entre o jogo na tela grande e o uso móvel sem sacrificar a estética do conjunto.

 

Controle inteligente via Arduino

Para unificar a experiência de uso, foi necessário implementar um “cérebro” eletrônico capaz de gerenciar os sinais dos três sistemas distintos. E essa é mais uma parte desse processo que é um pouco mais complexa do que parece…

…mas que foi resolvida de maneira relativamente simples pela youtuber.

Uma placa Arduino foi programada para atuar como o controlador central, detectando qual console o usuário deseja utilizar e ajustando as saídas.

No lugar de desenvolver um software que torna um único controle “universal” com todas as plataformas, bastou uma simples solução de hardware para comutar entre os videogames.

Ao pressionar um único botão no topo da torre, o sistema alterna automaticamente o canal HDMI e ativa a alimentação específica para a placa selecionada em menos de cinco segundos.

Essa automação elimina a necessidade de trocar cabos manualmente ou usar múltiplos controles para selecionar a entrada da TV.

Aliás, dispensa inclusive o uso do controle remoto da TV ou Smart TV utilizada para reproduzir as imagens dos consoles, deixando o processo ainda mais direto e sob o controle do gamer.

Além da funcionalidade técnica, o Arduino controla um sistema de iluminação LED RGB integrado na parte frontal do chassi, o que vai ajudar aos gamers mais perdidos ou distraídos a identificar com facilidade qual é a plataforma ativa naquele momento.

A luz muda de cor para vermelho, azul ou verde, fornecendo um feedback visual imediato sobre qual dos três consoles está operando naquele momento.

É um charme a mais no projeto que a criadora do conteúdo quis colocar. Não a julguem pela escolha.

 

As limitações técnicas

O Ningtendo PXBOX 5 é um sucesso nos aspectos técnicos, e a integração entre os três consoles da atual geração de videogames funciona, mas não está isento de seus problemas.

O projeto exige alguns compromissos para o usuário final e os gamers que pensam em replicar o experimento em suas casas ou escritórios terão que lidar com isso antes mesmo de começar a colocar a impressora 3D para funcionar.

A ausência de leitores de disco óptico significa que a máquina depende exclusivamente de bibliotecas de jogos digitais, impedindo o uso de mídia física colecionável.

Se bem que… nada impede que uma unidade externa seja acoplada ao projeto no futuro, mesmo que seja em forma de dongle ou componente modular.

Outro ponto de atenção é o gerenciamento de energia, pois a fonte única precisa estar pronta para alimentar qualquer um dos sistemas a qualquer momento.

Isso resulta em um consumo de energia residual constante e na impossibilidade de desligar fisicamente as placas individuais sem desconectar a torre inteira da tomada.

Aqui, é uma escolha de Sofia: ou você lida com esse inconveniente de ligar e desligar o console como um todo na hora de jogar, ou aceita que vai pagar a mais na conta de luz, apenas para validar esse console híbrido na sala de sua casa.

 

Vale a pena o experimento?

Desde que você tenha os materiais necessários, as habilidades para não explodir o apartamento na tentativa e os recursos financeiros para essa aventura, não vejo motivos para não desenvolver um Ningtendo PXBOX 5 para chamar de seu.

Mesmo com as mencionadas ressalvas técnicas, esse experimento é um marco no cenário de modificação de consoles, provando ser possível unificar arquiteturas rivais.

É claro que o produto não está acessível para o grande público, e apenas os usuários mais cabeçudos e experientes no universo da modificação vão se aventurar para ter um console como esse.

Mas é gratificante ver esse feito de engenharia consolidado diante dos nossos olhos. É um console que entrega um projeto bem pensado de um design funcional, e que resolve com elegância o dilema no espaço físico da sua sala de estar.

A última desculpa que a sua esposa dava para que você não pudesse ter os três principais consoles do mercado acabou de cair, já que a frase “não cabe tudo isso na sala do nosso apartamento” não se aplica neste caso.

A partir de agora, você que lute para montar a sua versão do Ningtendo PXBOX 5.

Boa sorte na tentativa. Eu desejo sucesso na empreitada.


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@oEduardoMoreira