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Ninguém quer ficar em casa trabalhando até alta madrugada

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Um estudo realizado pela Universidade de Harvard revela que as jornadas laborais tradicionais (que, lá fora, acontece entre 9h e 17h; no Brasil, se estende até as 18h) é mais cômoda e motivadora para os trabalhadores.

Por outro lado, o sistema de home office com horários flexíveis pode resultar em comportamentos que extrapolam com facilidade a janela de horário laboral, com profissionais trabalhando nos finais de semana, feriados e durante as madrugadas.

E quem tem um emprego regular não quer mais passar por isso.

 

 

 

Sou suspeito para falar, mas compreendo perfeitamente

Eu trabalho em home office e por conta própria desde 2008. Apesar de adorar o que faço (principalmente porque é isso que paga as minhas contas), só eu sei o quanto essa atividade consome do meu tempo, e muita gente ao meu redor, com empregos tradicionais com horários de trabalho normais, não entende o que acontece.

Logo, para muitas pessoas que não estavam acostumadas com o home office e acabaram adotando a prática com a pandemia, a adaptação é algo bem difícil. A verdade é que a maioria das pessoas se adaptaram ao sistema de horário programado para o trabalho, e não querem ver os horários para lazer e entretenimento comprometidos com o trabalho.

E trabalhar em casa aumentam as chances de isso acontecer.

Em nossa cultura, a jornada laboral estabelecida entre 9h e 17h está mais do que arraigada, e será muito difícil promover mudanças a longo prazo. Na verdade, existem vantagens consideráveis na flexibilização dos horários de trabalho, principalmente nos efeitos psicológicos. Afinal de contas, muitos podem realizar determinadas tarefas na hora que quiser, desde que cumpram os prazos.

Por outro lado, para quem é funcionário de uma empresa e tem um posto relativamente importante, o home office ou o trabalho em qualquer lugar pode resultar na solicitação de gerenciamentos de crise em horários pouco convencionais como, por exemplo, durante as madrugadas.

Aqui, tudo depende da relação entre o funcionário com a sua empresa. E, é claro, do período de adaptação que todos os envolvidos terão que passar.

 

 

 

Uma mudança de mentalidade está acontecendo

Mas nem tudo é ceticismo no home office moderno.

Também é possível identificar que está acontecendo um movimento de mudança de comportamento e visão de mundo sobre a relação do funcionário com o seu trabalho, e isso está acontecendo não apenas porque uma pandemia nos afetou.

O home office, quando bem gerenciado pela empresa, é algo mais que bem-vindo e muito funcional. De novo, sou suspeito para falar sobre isso, mas depois de quase 15 anos trabalhando em casa, eu consigo conciliar muito bem esse tempo de trabalho e lazer dentro de casa.

Além disso, muitos países começaram a adotar regimes de trabalho de segunda a quinta, deixando os finais de semana com um dia a mais de descanso. E estão descobrindo que podem ser mais produtivas e rentáveis com essa prática, não apenas pela motivação dos funcionários mais descansados, mas também pela economia gerada ao deixar os escritórios fechados por um dia a mais.

As mudanças são inevitáveis, e estão acontecendo em larga escala. O home office chegou para ficar, e seja pela necessidade ou pela comodidade dos profissionais, mais e mais pessoas estão adotando o sistema de trabalho em casa e em horários não convencionais.

Não acho que está tudo perdido a partir de agora, mas é possível estabelecer um denominador comum quando todas as pontas do processo são bem trabalhadas.

E, cá para nós: trabalhar em casa é uma maravilha.


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@oEduardoMoreira