nintendo

Que ano para a Nintendo, senhoras e senhores!

A Nintendo não está morta. Nunca esteve. Quem pregou a morte prematura da Big N, errou. Como eu não me lembro de ter escrito isso em algum momento da minha vida (e a Google me ajudou a refrescar a minha memória), eu estou tranquilo.

Mas é fato: a Nintendo está vivinha da silva, e teve um 2017 simplesmente espetacular.

Os japoneses poderiam entrar em crise profunda de identidade com o falecimento de Satoru Iwata, mas não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário: deixa muito claro que aprendeu com os erros cometidos na era Wii U, e corrigiu boa parte desses erros no Nintendo Switch.

O console portátil não reinventou a roda. Apenas melhorou o conceito original do Wii U, deixando o mesmo mais funcional e de encontro com as necessidades do usuário atual. Vivemos a era da mobilidade, por isso, um console portátil era mais que bem vindo. Ao mesmo tempo, a empresa nunca quis abandonar o mercado de consoles domésticos.

Logo, a solução do console híbrido era um caminho natural para a Big N. E deu certo.

Muita gente apostou no sucesso do console. Eu, inclusive (thanks, Google). Achei essa proposta de modularidade minimamente diferente para convencer os fãs da Nintendo a se engajarem de novo na marca. E, de fato, muita gente gostou da ideia de poder rodar seus jogos em qualquer lugar, em um console dedicado que, ao chegar em casa, poderia prosseguir com a jogatina quando conectado na TV.

E a cereja do bolo de tudo isso está em dois jogos que entraram na lista dos melhores de 2017: The Legend of Zelda: Breath of the Wild, e Super Mario Odyssey.

A Nintendo sempre mandou bem nos seus jogos originais. Sempre entregou grandes games, com franquias que se tornaram clássicas e lendárias no mundo dos videogames. O que pouca gente esperava era ver dois jogos entrando na lista dos melhores de 2017, e com méritos.

Esses jogos ajudaram a impulsionar as vendas do Switch, que em 2018 vai ultrapassar todo o volume de vendas do Wii U em sua história. Com apenas dois anos de vida.

Sem falar no invariável aumento nas vendas de jogos, tanto para o Switch como para o Wii U. É incrível como o novo console até conseguiu ajudar nas vendas do modelo antigo.

Ah, sim… eu ia me esquecendo…

O grande sucesso dos consoles ‘mini’. A Nintendo lançou no ano passado o NES Classic Mini, que teve um sucesso avassalador. E repetiu esse sucesso com o SNES Classic Mini. Aproveitou uma ideia que o mercado informal explorava a algum tempo, entregando a emulação dos seus jogos de forma oficial, com a qualidade de hardware de um produto original. Dificilmente essa estratégia poderia dar errado, ainda mais quando esses consoles contam com preços realmente muito atraentes (lá fora).

O 2017 da Nintendo foi realmente espetacular. E o 2018 é um dos anos mais promissores para a empresa.

Foi muito bom ver a Big N voltar a receber os holofotes que sempre mereceu.