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Por conta da pandemia global, o Japão está utilizando robôs para substituir os estudantes durante as cerimônias de graduação. E, antes que você me pergunte, a vida continua de alguma forma. Não da forma como conhecíamos, mas segue em frente.

O centro educacional Business Breakthrough (BBT) em Tóquio (Japão) utilizou essa alternativa para fazer a formatura de seus alunos, para não renunciar ao momento, usando robôs de tele presença da Newme para ocupar o lugar dos alunos.

Uma série de tablets foram instalados nas cabeças dos robôs, cujas telas exibiam os rostos dos estudantes que estavam conectados por videoconferência. Além disso, becas e chapéus de formandos foram colocados nos robôs para reforçar a ideia de formatura.

Os robôs transmitem o vídeo em resolução 2K, e podem ser controlados à distância. Alguns desses robôs ajudaram as pessoas com paralisia a voltar a trabalhar de casa, e uma companhia aérea quer usar as máquinas para que idosos e pessoas com problemas físicos possam visitar museus, lojas ou familiares, interagindo com as pessoas sem sair de casa.

 

 

 

Antes era algo absurdo. Agora, pode ser necessário

 

 

Eu me lembro vagamente de um episódio de The Big Bang Theory, onde Sheldon utiliza um robô para interagir com as pessoas. Algo bem lógico para um ser que não consegue se relacionar muito bem com outras pessoas.

Todos nós encaramos aquela situação como uma grande piada, pois o ser humano é um ser social. A maioria de nós gosta de interagir com outras pessoas, e ficar em casa por conta da quarentena está sendo um desafio para muita gente.

Porém, ninguém pode afirmar com exatidão quando o mundo vai voltar ao normal, e o que será considerado “o normal” depois que a pandemia acabar. Algumas pessoas terão os mesmos problemas de sempre (idade avançada, problemas físicos que impedem a locomoção, etc), enquanto que outras terão que permanecer distantes por mais algum tempo, ou enquanto uma vacina não aparecer.

Por isso, o “novo normal” pode pedir o isolamento social por mais algum tempo. E é aí que a tecnologia entra para ajudar.

Os robôs que simulam o efeito presencial dos humanos podem ser a saída de muita gente que ainda quer ter a chance de ver o mundo e interagir com as pessoas, mesmo à distância. O que era uma piada antes agora é algo concreto, e a formatura virtual no Japão é uma prova clara disso.

 

 

No futuro, pode ser mais do que comum sair pelas ruas para caminhar e ter que dividir o espaço da calçada com alguns robôs. Tal cenário já foi abordado em vários filmes de ficção científica, e projetar um futuro como esse não soa tão absurdo como seria na década em 80, por exemplo.

Poucas pessoas poderiam prever que isso tudo estaria acontecendo nesse momento, e todos ainda estão se acostumando com o novo cenário. Mas o mais importante é que ao menos temos a certeza que poderemos contar com a tecnologia para amenizar os problemas resultantes do isolamento social, e que podemos assim nos aproximar daqueles que estão longe de nós.

A formatura com os robôs representando os alunos no Japão pode ser apenas o primeiro passo de uma revolução que só foi imaginada nos filmes de ficção científica.

 

 

Via CNET


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