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A Nokia voltou. Ok, não é a mesma Nokia velha de guerra, dos smartphones com design incrível, e cheia de fanboys espalhados pelo mundo. Mas a Nokia voltou. Voltou para o mercado do consumidor final, dos eletrônicos de consumo, voltou a ser assunto nos blogs de tecnologia. Com a ajuda do tablet Nokia N1.

É um recomeço. Fico feliz por eles em ao menos tentarem uma volta ao mercado de massa. Eu sempre fui adepto do ‘quanto mais, melhor’, e a saída da Nokia do mercado de smartphones foi uma perda significativa, mesmo entendendo que a culpa foi só da Nokia nesse caso (já que os finlandeses pararam no tempo). Mas isso não importa. O que vale é que temos um novo tablet no mercado, com algumas novidades interessantes, e um design muito familiar (um beijo, iPad mini).

Semelhanças de design de lado, o Nokia N1 já entra para a história como um dos primeiros dispositivos a contar com o conector USB type-C, que é reversível, permitindo a sua conexão nos dois lados. Algo relativamente esperado pela praticidade. Além disso, sua tela de 7.9 polegadas com resolução QHD (2560 x 1440 pixels) é algo que chama a atenção.

Também temos que destacar a presença do sistema operacional Android 5.0 Lollipop com a interface Z Launcher revestindo tudo. A versão dessa launcher para tablets é (por enquanto) exclusiva para o tablet da Nokia, o que pode ser um diferencial que pode chamar a atenção dos usuários que entendem que contar com uma interface otimizada para um tablet é algo melhor do que ter a interface nativa do Android.

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O Nokia N1 é um tablet bonito, e que promete ser potente por conta da competência dos processadores Intel. Talvez um ponto ou outro não agrade tanto (como a GPU PowerVR), mas entendo que pelos US$ 250 cobrados pelo dispositivo, está tudo de bom tamanho.

De qualquer forma, temos algo a comemorar: a volta da Nokia aos noticiários de tecnologia, e oferecendo um produto que (teoricamente) chega para competir com os seus equivalentes chineses (olá, MiPad da Xiaomi). O Nokia N1 começa a sua jornada no mercado pela Ásia, para depois ir para outros continentes. Talvez incomode um pouco o fato do produto só ter previsão de ser lançado por lá em fevereiro de 2015 – quem sabe até lá a Nokia decida revelar quando o dispositivo vai chegar aos mercados ocidentais -, mas essa sempre foi a estratégia da ‘velha’ Nokia.

Resta saber se essa estratégia vai dar certo dessa vez.

Aí você me pergunta: o Nokia N1 vai chegar ao Brasil? Não faço ideia.

De qualquer forma… seja bem vinda de volta, Nokia!

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