Melhor que a encomenda.

A Nokia voltou de vez, e é melhor a gente aceitar isso. O trabalho da HMD Global, empresa que está administrando a marca finlandesa, foi tão bem sucedido, que em 2017 conseguiu superar em vendas fabricantes que estão ralando a mais tempo no mercado de smartphones.

E isso não é pouca coisa. Pelo contrário. Para quem chegou no mercado de telefonia móvel ‘na semana passada’ (metaforicamente falando), a Nokia fez demais.

A Nokia não apenas entrou no Top 10 entre os vendedores globais de smarpthones em 2017. Ela ficou na frente de uma lista de peso, composta de fabricantes como: Sony, ASUS, OnePlus, Google, Alcatel, Lenovo e Meizu.

A grande maioria desses fabricantes contam com maior poder de fogo que a HMD Global para oferecer seus produtos nos diversos mercados globais. A Sony e a ASUS, por exemplo, gastam verdadeiras fortunas em marketing, e conseguem alcançar com maior facilidade todos os continentes.

A prova disso é que os produtos da Nokia só chegaram ao varejo brasileiro no segundo semestre de 2017 e, mesmo assim, não vemos a marca gastar qualquer centavo em ações de marketing no país.

E lá fora, a estratégia não é muito diferente.

Superar a OnePlus e a Google também são vitórias enormes para a Nokia.

No caso da Google pode até não ser tanto assim. Entendo que a gigante de Mountain View não se esforça muito para promover seus smartphones nos diferentes mercados internacionais porque, basicamente, não quer. Se quisesse, poderia com facilidade triplicar a visibilidade da linha Pixel.

Mas no caso da OnePlus, que já tem um foco mais específico em oferecer produtos de qualidade com preço reduzido para capitalizar na fidelidade dos seus clientes, ver uma Nokia superando essa empresa que tem mais de cinco anos de estrada é uma façanha.

Logo, para aqueles que pensam coisas como ‘ah, não é lá grande coisa para uma marca que já foi líder dominante do mercado’, reveja seus conceitos. A Nokia que está aí não é a lendária finlandesa, mas sim uma marca controlada pela HMD Global, que está fazendo muito bem a lição de casa. De novo: tem empresas que tentaram por anos alcançar esses 1% de mercado global e não conseguiram. Algumas naufragaram miseravelmente (abraço, BlackBerry).

Ou seja, para uma recém chegada ao mercado, não é pouca coisa. E, se o ritmo se manter o mesmo, quem sabe daqui a cinco anos ela pode incomodar marcas como Samsung, Apple e Huawei?

Não acho isso algo tão absurdo assim depois desses 1%.