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Nokia is back, baby! Ou quase… mas… e todos aqueles posts que escrevemos falando do fim da empresa? Toda aquela choradeira pelo fim? O luto e revolta de alguns usuários, que não queriam que seus smartphones perdessem o valor de mercado? Tudo isso virou história? De certo modo, sim.

A Nokia está de volta, mas não como desenvolvedora de smartphones. Na verdade, os finlandeses não vão criar uma nova divisão de dispositivos móveis dentro de sua organização. Ela vai emprestar o conceito de seus dispositivos e todo o seu expertise para que outros fabricantes possam montar e distribuir os seus produtos. uma espécie de sublicenciamento da marca e do conceito de design, tal como o Google faz hoje com a linha Nexus (em partes).

Muito provavelmente a nova Nokia deve oferecer dispositivos com o sistema Android, o que pode realizar (também em partes) o sonho de muitos usuários que imaginavam ver o sistema do Google rodando nos competentes smartphones da empresa. Nesse caso em particular, o DNA da Nokia deve ao menos satisfazer essa massa de usuários mais saudosistas, que devem receber o mesmo design e qualidade antes ofertada nos modelos com Symbian e Windows Phone.

E por falar em Windows… onde entra a Microsoft nessa?

Bom, não que a Microsoft tenha alguma coisa a ver com a volta da Nokia. E acho que nem terá, pois não faria o menor sentido os finlandeses realizarem uma nova parceria com a gigante de Redmond. Mas vale lembrar que a marca Nokia ainda é sublicenciada para a gigante de Redmond, que até lançou alguns modelos com a marca ‘Nokia’ nos últimos anos.

Porém, a marca Nokia para a Microsoft já está em amplo processo de reformulação, onde lojas, produtos, serviços e dispositivos são rebatizados para a marca Microsoft Lumia. Um movimento já esperado , uma vez que a Nokia Devices não existe mais.

De qualquer forma, espero algo interessante vindo da nova Nokia. É claro que não podemos esperar a Nokia do passado disputando em um mercado atual que é voraz com os pequenos fabricantes (e, convenhamos, os finlandeses vão começar nanicos nesse aspecto). Mas podemos ao menos pensar que eles vão resgatar aquilo que eles tinham de melhor em conceito e design de produtos.

Uma nova Nokia, que terá uma missão muito árdua: sacudir um mercado mobile que é dominado pelo duopólio do Android e iOS. É um domínio tão acachapante, que nem uma gigante como a Microsoft conseguiu obter um mercado que podemos chamar de significativo (apenas 4%). O Windows Phone não ajudou, e a esperança da gigante de Redmond é que o Windows 10 ajude a aumentar essa fatia de mercado.

Poderia a nova Nokia abalar as estruturas do mercado mobile? Mais: reconquistar os corações dos mais saudosistas?

Respostas em 2016.