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Nova tendência: jogos e apps exigindo o TPM 2.0

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Dá para perceber quando todo um setor de tecnologia se alinhou para defender uma pauta específica que, de uma forma ou de outra, só vai beneficiar a todo o setor e, por tabela, prejudicar o usuário.

O chip TPM 2.0 está causando uma TPM (sem trocadilhos infames) em muitos usuários de computadores com Windows, e agora percebemos que não foi apenas a Microsoft que decidiu impor uma regra para forçar uma obsolescência programada em defesa da “segurança dos seus dados”.

A novidade agora é que jogos e aplicativos também vão exigir o chip TPM 2.0 como requisito necessário para a instalação nos computadores.

E você acabou de se ferrar de verde e amarelo neste momento.

 

 

 

Sabe aquele notebook ou PC gamer de 2015? Joga ele fora!

A Riot Games foi a primeira a anunciar que vai exigir a presença do TPM 2.0 para permitir a instalação dos seus jogos no computador com Windows. O que não chega a ser uma surpresa ver o nome da empresa envolvida com essa atitude, pois ela é uma das que mais levam a sério a questão de segurança em seus jogos.

O problema aqui é que a nova regra vai valer para um dos seus jogos mais populares: Valorant. Agora, para jogar o game em um PC com Windows, é preciso instalar um complemento de software oferecido pela própria Riot Games, com o objetivo de evitar que os gamers realizem trapaças durante as partidas.

E esse complemento de software vai trabalhar em conjunto com o tal chip de segurança TPM 2.0, um dos pré-requisitos para utilizar o Windows 11 com a experiência plena, inclusive recebendo as atualizações de software e segurança enviadas pela Microsoft.

Nesse momento, muitos se perguntam se os usuários que não vão atualizar os seus computadores do Windows 10 para o Windows 11 poderão ou não seguir jogando o game Valorant. A Riot Games não deixou isso muito claro, e ainda vai revelar quais são as diretrizes que a empresa vai adotar para o TPM 2.0. Mas os testes sobre essa implementação já começaram.

 

 

 

E se a moda pegar?

Se a moda pegar, muitos usuários estão simplesmente ferrados.

Assim como a fez a Riot Games com Valorant (e, muito provavelmente, com os seus futuros jogos), outras empresas que desenvolvem softwares para os mais diferentes segmentos podem se valer do mesmo argumento para atrelar a compatibilidade dos seus programas com o chip TPM 2.0.

E o efeito colateral desse comportamento coletivo pode resultar na aceleração da obsolescência programada, o que vai obrigar a muitos usuários a substituir os seus computadores muito antes do desejado. Sem falar em várias máquinas que deixam de ser úteis com o Windows por causa dessa decisão.

Isso pode ser um desastre coletivo, inclusive para o próprio mercado. Quando a Apple faz as suas transições de uma arquitetura de hardware para outra, ela oferece um bom tempo de adaptação e preparação para os seus usuários.

Já a Microsoft e, pelo visto, os parceiros da empresa no desenvolvimento de softwares para o sistema operacional Windows, quer fazer tudo isso no esquema “vou arrancar um Band-Aid de uma vez”. E, neste caso, a dor é inevitável.

Vamos ver se os protagonistas no assunto mudam de ideia com o passar do tempo. Caso contrário, o número de computadores antigos que vão receber uma distribuição Linux vai disparar.

Ou a fragmentação do Windows será algo inevitável.


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