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Em dezembro de 2016, o então presidente eleito Donald Trump ainda não havia se mudado para a Casa Branca. Mas naquele tempo, ele já se incomodava com alguns gastos do governo dos Estados Unidos considerados elevados. Um desses gastos era para um novo avião presidencial Air Force One, estimado em US$ 4 bilhões.

Trump barganhou, e os custos foram reduzidos para US$ 3.9 bilhões, mas alguns elementos extras do avião mostram que ele vai ter que colocar a mão no bolso para tudo funcionar bem. Apenas o manual de voo e operações do novo Air Force One custará para os cofres norte-americanos nada menos que US$ 84 milhões.

Se isso é para o manual, imagine o preço de outros itens tão ou mais importantes…

 

 

 

Custos astronômicos

 

 

Olha, até dá para dar razão para Trump dessa vez.

O tal manual deve ficar pronto em janeiro de 2025, e conta com mais de 100.000 páginas com todas as especificações técnicas da aeronave, assim como as suas instruções de pilotagem e todas as normas para realizar todo e qualquer tipo de operação de manutenção e reparação.

O novo Air Force One é um Boeing VC-25B, uma variante do Boeing 747 que está especificamente configurada para as viagens presidenciais, e que é operado pelo pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

Os modelos anteriores (VC-25A) deixarão de ser utilizados quando os novos modelos forem finalizados em 2024. Quer dizer, se é que essa janela de lançamento será cumprida, pois os custos de produção que Trump tanto reclamou simplesmente dispararam. E isso deve ficar pior, considerando a atual pandemia.

Dos US$ 3.9 bilhões iniciais de orçamento, se somam (por exemplo) US$ 1.4 bilhões para a construção de um novo hangar na base de Andrews, nas proximidades de Washington D.C., para abrigar o avião. O manual de instruções pode ser considerado uma questão menor comparado com essas estruturas mais complexas, mas o seu custo realmente parece ser exorbitante para um manual de instruções, por mais longo e extremamente técnico que ele seja.

Mesmo assim, a versão modificada do Boeing 747 tem mudanças importantes no seu interior e, principalmente, no escritório de comunicações, que passa a contar com um duplo cabeamento elétrico que está presente na maioria dos aviões comerciais da Boeing.

A Força Aérea dos Estados Unidos já está trabalhando com as duas unidades do 747-8 que serão convertidos nos novos Air Force One, mas o preço pago pelos dois aviões não foi revelado. Fontes próximas ao projeto indicam que o custo do manual não é exagerado: as atualizações feitas no manual dos aviões P-8 Poseidon custaram US$ 31 milhões em 2018. Apenas para dar um exemplo prático.

 

 

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