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Sem surpresas. Mais uma vez a apresentação dos novos iPhones (iPhone 6s e iPhone 6s Plus) virou um ‘checklist’ sobre os rumores divulgados nos últimos meses, e apesar de não trazer grandes surpresas, oferece as melhorias que já estamos acostumados, o que pode justificar o sucesso de vendas dos novos smartphones em todo o planeta.

Uma coisa que eu li em algum lugar na internet (acho que foi o Ghedim que falou isso) e que eu concordo, é que a Apple não precisa mais ficar justificando suas escolhas técnicas e o seu ‘conservadorismo’ na hora de melhorar os seus smartphones. Tudo o que eles apresentarem como ‘novidade’ serão as justificativas que os compradores em potencial vão utilizar para investir o dinheiro para a aquisição dos novos dispositivos.

Logo, não vamos perder mais tempo com as piadas do ‘bem vindo à 2012, Apple’, pois nem isso mata o sucesso dos novos iPhones. As novidades apresentadas hoje (09) atendem os pedidos dos usuários, que são fiéis à empresa por outros motivos. O principal deles é a experiência de uso oferecida pelo iOS, que ao longo dos anos mostrou o seu diferencial em relação à concorrência.

A migração daqueles que saíram do iOS para o Android se deu muito pela liberdade de customização do software, e pelo tamanho de tela do iPhone que não aumentava. O segundo problema foi resolvido, e isso foi o suficiente para muita gente voltar para o iPhone. Essa é apenas uma mostra de que esses anos todos a empresa de Cupertino pode fazer o que quiser e, mesmo assim, o seu público está garantido. Ou seja, os novos iPhones apresentados hoje são uma manutenção dos acertos apresentados nos modelos lançados em 2014.

Sobre os preços dos novos iPhones no Brasil, vamos deixar esse assunto para quando ele realmente for revelante: para o final do ano, que é quando esses modelos devem chegar ao mercado.

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Dito tudo isso, as melhorias dos novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus são pontuais. Atendem algumas das carências que o iPhone em si sofria em relação aos concorrentes, atualizando os modelos no conceito de modelo top de linha. Não estamos diante de iPhones com 4 GB de RAM (apenas 2 GB de RAM) ou telas com elevada resolução (nenhuma mudança nesse aspecto), mas com evoluções que eram mais que necessárias para colocá-lo no mesmo patamar dos seus concorrentes diretos.

Por exemplo, a câmera traseira iSight foi atualizada, com 12 MP de resolução e novos recursos para oferecer a melhor foto possível. Ainda está bem abaixo dos concorrentes nos megapixels, mas bem sabemos que esse número não quer dizer nada na prática, já que outros fatores interferem (qualidade do sensor, nível de compressão de imagem, software para tratamento pós captura de foto, etc). A Apple procura (como sempre) equilibrar hardware e software para uma experiência mais completa.

Além disso, esse sensor traseiro (finalmente) é capaz de gravar vídeos em 4K. Por outro lado, já temos um problema: quem vai poder gravar vídeos em UHD em um iPhone com 16 GB de armazenamento? Custava colocar 32 GB como capacidade mínima nos novos iPhones, Apple?

O sensor frontal também melhorou com 5 MP e funcionalidades para melhores selfies em ambientes com baixa luminosidade, o que também mostra que a Apple se rendeu à moda das selfies.

Os novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus também receberam novos processadores Apple A9 e co-processadores M9, mais eficientes e velozes. Algo esperado para um produto do seu porte. Mesmo assim, a gigante de Cupertino mais uma vez deixa uma ‘brecha’ para futuras versões, não colocando o chip mais potente disponível, uma vez que o A9X presente no novo iPad Pro é a referência máxima nesse aspecto.

Talvez a grande novidade dos novos iPhones seja mesmo a tecnologia 3D Touch (antes Force Touch), onde a forma do usuário interagir com o sistema operacional muda de forma considerável, já que fatores como a força exercida sobre a tela passam a ser relevantes para o acionamento de novas funcionalidades e menus. Isso cria uma nova perspectiva de uso do iOS 9 e do dispositivo, e é um recurso que se estende aos aplicativos de terceiros, e não apenas aos apps da Apple.

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O que pensar dos novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus?

Que eles serão sucesso de vendas. Eles repetem a fórmula de sucesso dos modelos iPhone 6 e iPhone 6 Plus, que foram muito elogiados (inclusive por mim) na época do seu lançamento. As melhorias apresentadas são bem vindas, e devem motivar aos geeks mais corajosos a trocarem os seus dispositivos. E os modelos lançados em 2014 continuarão com um bom ciclo de vendas, já que custam US$ 100 a menos lá fora.

No Brasil, a brincadeira será bem diferente. Vamos voltar a conversar sobre isso no final do ano, quando os novos iPhones chegarem (e com os impostos da Dilma deixando tudo bem mais caro).