Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Resposta: sei lá.

Eu só comecei o post dessa forma porque algumas pessoas entendem que o Nubia Alpha sofre de uma grande crise de identidade conceitual e de design. Para quem não sabe, o ele é um smartphone flexível e enrolável, ou seja, é um smartphone de pulso, ou uma pulseira inteligente com funções de telefone ou uma smartband inteligente conectada.

Entendeu o que eu quero dizer?

Em diversos veículos de tecnologia que estão cobrindo a MWC 2019 nessa semana, eu li os mais diversos adjetivos sobre o produto, e parece que nenhum deles consegue chegar a um consenso sobre o que ele realmente é. A Nubia se esforça em qualificar o produto como um smartphone que também pode ser utilizado como smartband, mas ele está mais para relógio inteligente que pode ser estirado do que qualquer outra coisa.

 

 

Nas diversas imagens promocionais do produto, ele se apresenta mais como um relógio inteligente, e eu não acho isso um demérito do produto. Acho até legal que ele se mostre exatamente como ele é, e não como um conceito que ainda está em desenvolvimento. Aliás, a Nubia reforça que o Nubia Alpha não é um conceito, e que o produto vai chegar ao mercado do jeito que estamos vendo.

Por outro lado, ele pode ser utilizado como smartphone normal e corrente, já que todo o seu corpo pode ficar estirado e, dessa forma, a sua tela também fica estirada. Mas é uma tela muito pequena, uma OLED com poucas dimensões. A experiência de uso não é a mesma de um smartphone tradicional.

Ou seja, o Nubia Alpha é um protótipo de smartphone dobrável que vai chegar ao mercado. Eu imagino futuras gerações do dispositivo onde o seu corpo será todo tela e, quando estirado, aí sim vira um smartphone tal e como temos hoje.

Nesse momento, ele está mais para relógio inteligente mesmo.