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Nos últimos 15 anos, vimos como o mercado de consoles domésticos é dominado com mãos de ferro por três grandes empresas: Sony, Microsoft e Nintendo. Nos acostumamos a ter que escolher entre um ou outro, pois ter mais de um console é algo realmente caro (eu tenho um Xbox 360 e um PS3, ambos adquiridos em promoções na web; mesmo assim…)

Mas no passado, as coisas eram um pouco diferentes. A variedade de consoles era tamanha que muitos consoles se perderam na memória do tempo. Nomes como Atari, Amiga, ColecoVision, Sega, MAME e muitos outros disputavam o consumidor em pé de igualdade com a Nintendo.

Mas isso ficou no passado, e praticamente perdemos as esperanças que esses tempos voltem. Recentemente, as coisas estão ainda piores. Só Sony e Microsoft disputam o topo do mercado, e a Nintendo virou uma mera coadjuvante. Pior: a própria Nintendo dá mostras que deixou de lado a competição, que tão bem faz para o mercado.

A Valve tenta entrar na briga pelo terceiro posto. Infelizmente, o ponto fraco da sua plataforma está na hora de competir no quesito custo/benefício. E por mais que eu goste do conceito das Steam Machines, obter o mesmo desempenho dos consoles da Sony e da Microsoft é uma missão sensivelmente cara.

Então… o que resta?

Plataformas móveis: uma alternativa?

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Goste ou não goste, você não pode negar que, nos últimos quatro anos (pelo menos), as coisas mudaram muito no seguimento de videogames portáteis. A Nintendo vai muito bem nesse segmento, mas na realidade, tanto Apple quanto Google fazem mais dinheiro que os japoneses, com suas respectivas lojas de aplicativos.

Ainda que não sejam dispositivos dedicados aos jogos, tablets e smartphones também são considerados “consoles portáteis” – à sua maneira -, do mesmo modo que os computadores tradicionais representam como alternativa para os consoles de mesa. Nesse ponto, e levando em conta que os consoles tradicionais já cresceram tudo o que podia no seu mercado, outros nichos são explorados. Google, Amazon e derivados apostam nisso, e tentam colocar os nossos dispositivos móveis nas salas de casa.

A OUYA terminou de preparar esse terreno. Apesar do bem sucedido projeto na Kickstarter culminar em um produto que ficou muito abaixo do esperado pelos usuários, o console Android serviu para deixar claro o fato que há uma necessidade que precisa ser satisfeita, e que muitos amantes dos videogames se sentem presos pelas abusivas políticas que as gigantes do setor estão promovendo.

As grandes limitações

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Parece que esse é o momento certo para que as alternativas apareçam no mercado. Amazon, Huawei, ZTE e a própria Google estão desenvolvendo os seus próprios dispositivos de entretenimento baseados no Android, com forte apelo para os videogames. Porém, nem tudo são vantagens nesse mundo: há muitas limitações que esses dispositivos precisam superar para alcançar o sucesso no mercado:

* Jogos de qualidade: esta é (talvez) a missão mais complicada, pois requer que os desenvolvedores top de linha e realmente dedicados ofereçam títulos que se aproximem da qualidade vista nas linhas PlayStation e Xbox.
* Apoio dos grandes estúdios: boa parte do problema está nos grandes estúdios, que precisam portar os seus jogos para uma suposta nova plataforma para torná-la competitiva. Também é importante que sejam versões reais dos jogos para os novos consoles, e não versões das plataformas móveis, que não tem nada a ver com a versão original.
* Um sistema que convença usuários e desenvolvedores: o modelo de negócio dos videogames é algo arcaico. A pirataria obriga que as empresas desenvolvedoras tomem medidas abusivas, como os DLCs desnecessários, e o Free to Play em jogos viciantes e impossíveis de serem vencidos… a não ser que você pague até mais do que custaria um jogo tradicional.

Estas são as principais limitações que atrapalharam a evolução do OUYA. Ainda tenho a esperança que empresas como a Amazon e a Google encontrem uma solução de tornar os seus produtos rentáveis e, ao mesmo tempo, beneficiar os usuários. Só o tempo vai mostrar se as duas aprenderam com esses erros.

Aliás, agradeço aos céus por não ter comprado o OUYA no final de 2013…


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