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O Brasil está pronto para ter uma moeda digital própria?

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Se existe uma instituição que ganhou o meu respeito nos últimos meses, essa instituição é o Banco Central. E este não é um post patrocinado: estou fazendo este elogio sem ganhar um centavo sequer.

Meu respeito ao BC aumentou por causa de uma pequena sigla de três letras, que tirou o brasileiro médio do atraso, promovendo uma pequena revolução na forma em como nos relacionamos com o dinheiro: o PIX.

Sinceramente… eu não sei como conseguimos viver de forma civilizada sem o PIX.

Por causa dele, eu não carrego mais dinheiro em espécie na carteira. Por sinal, eu troquei a minha carteira: comprei um porta-cartão de crédito inteligente da Xiaomi, digitalizei os meus documentos mais importantes, e pago tudo pelo smartphone. Se preciso transferir algum dinheiro para alguém, uso o PIX e pronto.

O nosso futuro é o dinheiro em formato digital. Nossa relação com o papel moeda está com os dias contados. E temos que agradecer ao Banco Central do Brasil por isso, já que a instituição está querendo modernizar e digitalizar a nossa moeda.

E deu o próximo passo para isso, anunciando as diretrizes do Real Digital.

 

 

 

O Real Digital pode dar certo?

 

 

É claro que sim.

O Brasil ter uma moeda digital própria e oficial não é nenhum absurdo. Outros países como o Japão e a China estão fazendo a mesma coisa, pois entendem que a relação que o cidadão médio terá com o dinheiro será 100% digital.

E, antes de continuar, é importante destacar que estamos falando aqui de moeda digital ou dinheiro digital, e não de criptomoeda. Precisamos diferenciar um termo do outro por um motivo muito simples: o Real Digital não será minerado por computadores, mas sim emitido pelo Banco Central, tal e como acontece com o papel moeda que hoje utilizamos.

Isso oferece pelo menos uma diferença substancial em relação ao Bitcoin, por exemplo: a estabilidade do Real Digital. Essa nova moeda não vai sofrer os impactos da variação cambial e da volatilidade da criptomoeda mais famosa do mundo.

Tá, ela vai sofrer a variação de valor de mercado em relação a outras moedas digitais. Mas R$ 200 hoje vão custar R$ 200 daqui a um mês, com o seu poder de compra preservado, uma vez que sua emissão só vai depender de linhas de comando de código e computadores que vão criar esses dados.

Além disso, o Real Digital vai se diferenciar do PIX por poder funcionar em modo offline, para poder se integrar ao sistema de pagamentos e recebimentos de cobrança vigentes e, ao mesmo tempo, não depender da internet para as transações. Tal e como se fosse a nota de R$ 100 que você tem na sua carteira nesse momento #rico.

É claro que este é só o começo de algo que promete ser bem maior nos próximos meses ou anos. Porém, com tudo o que eu vi sobre o PIX e como o seu funcionamento tem saldo positivo (considerando que estamos falando do Brasil, um país onde as coisas tendem a dar errado), o Real Digital é uma excelente iniciativa que deve render frutos no futuro.

Vai ser muito interessante acompanhar o seu desenvolvimento e eventual implementação a médio e longo prazo. Se esse projeto vingar, é o fim do papel moeda para sempre.

E isso, no Brasil. Quem diria…


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