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Nesse final de semana, o site IntoMobile publicou uma imagem de um catálogo de descontos da Gamestop, popular franquia norte-americana especializada em videogames e eletrônicos. Não só foram divulgadas algumas das ofertas que eles pretendem oferecer ao consumidor na madrugada do dia 29 de novembro (um dia depois do Dia de Ação de Graças), mas que são simplesmente 12 páginas de ofertas da loja. Enquanto isso, no Brasil…

O conceito da Black Friday é sensacional. Você pode comprar com um mês de antecedência os presentes do Natal, com preços competitivos. As lojas ganham, pois queimam os seus estoques para receber as remessas das vendas natalinas, e os consumidores ganham, pois pagam menos em alguns produtos. Isso realmente funciona nos Estados Unidos, ainda mais em tempos de crise (e quase calote do governo), Já no Brasil, infelizmente, o sistema não funciona.

Diferente da gringa, onde os preços reais são efetivamente reduzidos (e mesmo nos casos dos pacotes especiais, como podemos ver na foto do topo desse post, com os consoles Xbox 360 e PS3), os e-commerces nacionais “inflam” “do nada” os preços sugeridos dos produtos disponíveis, para que os mesmos sejam reduzidos para os preços originais. E muitos chamam isso de promoção!

De novo: não caiam nessa.

Anotem os preços antes da Black Friday. Melhor: ao longo desse mês de novembro (que começa em dez dias), faça uma marcação média da variação de preço dos produtos que você deseja comprar na Black Friday, e compare os valores. E compre naquela loja que oferece um preço real. Bom, eu já estou cansado de falar isso nos meus blogs.

Então… por que esse post?

Porque seria bom que um dia o Brasil se tornasse mais “Estados Unidos” no aspecto “honestidade com o consumidor”. Aliás, que o consumidor brasileiro se tornasse menos “Gérson” na hora de comprar produtos.

Não me entendam mal. Eu adoro um desconto. Nesse final de semana eu paguei R$ 230 em uma promoção de calçados, onde os dois produtos, combinados, custavam quase R$ 400. Mas não posso querer que um produto que custa R$ 1000 seja vendido por R$ 300, a troco de nada. Seria ótimo? Sim, mas também cabe à mim procurar determinar a diferença entre bom negócio e trapaça.

Acho que o Brasil precisa passar por uma reeducação financeira. Hoje, é fácil conseguir crédito. Mas também é muito fácil que, por conta do dinheiro rolando, os e-commerces usem de estratégias ilícitas para arrancar o dinheiro do consumidor. O exemplo da Gamestop é uma prova do quanto estamos atrasados em vários aspectos, inclusive na organização prévia de uma Black Friday.

Aqui, quando uma ação desse porte acontece, não só temos que nos preparar para não sermos enganados por preços miraculosos, mas também para um pós-venda de baixa qualidade, e sites que ficam fora do ar, por não aguentarem o volume de acessos.

E, baseado na última ação do grupo B2W (a tal Black Night), acredito que a Black Friday 2013 vai ser a repetição (negativa) de tudo o que aconteceu nos últimos anos.

Espero estar enganado.


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