
Minha surpresa diante disso aqui é zero, pois a humanidade está pendendo para a burrice. Ainda mais na era da inteligência artificial.
Uma reportagem publicada pelo site Futurism revela que alguns usuários estão utilizando o ChatGPT para realizar procedimentos estéticos em casa, como aplicação de Botox e ácido hialurônico, sem qualquer supervisão profissional.
Sério… tem como isso ficar pior?
É claro que tem! Se esqueceu que os idiotas são criativos?
A verdadeira surpresa neste caso é pensar que essas pessoas conseguem se alimentar usando garfo e faca e, ainda assim, não conseguem se matar no processo.
Faça você mesmo (a aplicação de botox)
A matéria destaca casos retirados da comunidade do Reddit “DIYaesthetics”, onde internautas relatam suas práticas caseiras e admitem pedir à inteligência artificial conselhos sobre técnicas de injeção, profundidade correta e uso de materiais.
Se bem que… vem do Reddit, não é? Dá pra desconfiar que alguma coisa foge um pouco da nossa realidade prática…
Um exemplo citado é o de uma usuária que, após notar uma assimetria facial causada pela própria aplicação, recorreu ao ChatGPT para tentar entender o que havia acontecido.
A IA respondeu que a substância provavelmente havia migrado de lado, mas que “certamente se dissolveria”. Ou pode ser um processo lento de deformação da face, por causa do erro médico cometido pela indivídua.
Em outro caso, um usuário consultou o modelo para saber se deveria usar luvas durante o procedimento. Algo que poderia parecer óbvio para algumas pessoas, mas não para todas.
De novo: os relatos podem até serem atos ficcionais (e até prefiro que seja assim). Mas se for verdade, eu juro que escolho o caminhão de alfafa para mandar para essa galera. O mais depressa possível.
Normalizaram o absurdo
Embora alguns alertem contra o uso da IA para conselhos médicos, grande parte dos participantes da comunidade parece aceitar essas práticas.
A tendência não se limita aos procedimentos estéticos, e parte para outros campos da medicina, de forma até assustadora.
Muitos também utilizam o ChatGPT para buscar diagnósticos médicos ou conselhos psicológicos, considerando a IA uma alternativa mais rápida e barata do que uma consulta profissional.
Apesar de existirem alguns estudos que apontem que o modelo da OpenAI oferece respostas mais satisfatórias do que plataformas médicas online, outros indicam que mais de 30% das respostas estão incorretas ou são enganosas.
O texto também aborda a crescente presença da inteligência artificial no setor da saúde, com exemplos como o uso de IA na China para detectar câncer de pâncreas e na pesquisa de resistência bacteriana.
Empresas ao redor do mundo estão se dedicando ao desenvolvimento de soluções baseadas em IA para diagnósticos e tratamentos.
Contudo, o artigo alerta que, embora a IA possa ser uma ferramenta poderosa quando usada com responsabilidade, seu uso indiscriminado em áreas sensíveis como a medicina pode trazer riscos graves.
O problema, segundo os especialistas, não é a tecnologia em si, mas o modo como ela é empregada, que é por conta daquela pessoa por trás da tela do computador ou notebook que está redigindo o prompt.
Fazer Botox em casa com orientação de um chatbot passa bem longe de ser um uso adequado e seguro para a inteligência artificial.
Mas explicar isso para as pessoas é algo que aparentemente dá uma certa dose de trabalho para o Sam Altman.
