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O Chromebook é uma plataforma que, inicialmente, ninguém se atreveu a apostar no seu sucesso. Porém, diante de uma era pós-PC que intimida a todos os fabricantes, e diante dos primeiros números promissores para a plataforma do Google, mais e mais fabricantes estão declarando o apoio ao sistema operacional centrado na nuvem.

Parece que nãoo faz muito tempo que o Google anunciou que estava trabalhando em um sistema operacional baseado em Linux e pensado para trabalhar o tempo todo conectado na internet. Mas faz: o Chrome OS foi apresentado em 2009, e muita coisa mudou de lá para cá. O novo projeto apresentado por Eric Schmidt era uma oportunidade perfeita para o Linux chegar até as massas, para os usuários inexperientes e menos exigentes. E muita gente se empolgou com isso.

Porém, conforme o tempo foi passando, e os planos do Google ficaram mais claros, o entusiasmo foi caindo. O sistema ainda não estava pronto para chegar ao grande público. Quatro anos se passaram, a ideia do Cloud Computing se amadureceu, e parece que o caminho para uma plataforma na nuvem finalmente foi pavimentado (tudo bem, as conexões de internet na maior parte do planeta ainda não é essa maravilha, mas mesmo assim…), e os primeiros Chromebooks chegam ao mercado com potencial de se transformarem em produtos de sucesso.

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Existe vida no Chrome OS?

Antes de qualquer coisa, é importante questionar se realmente faz algum sentido apostar de forma tão enfática no Chrome OS. É sempre bom lembar que o Google tem hoje em suas mãos o sistema operacional móvel mais popular do planeta, com uma cota de mercado esmagadora, e que não para de crescer. Então… por que investir tantos recursos em um sistema operacional para desktops?

Simples. O Google sabe que o Windows ainda mantém a hegemonia dos computadores tradicionais, e eles querem descentralizar o mercado, com um ecossistema próprio.

Por conta disso, podemos dizer que… sim! Existe vida no Chrome OS.

A ideia do Google em criar um sistema operacional baseado no navegador e aplicativos web pode não ser a mais agradável para aqueles que querem ir mais além nas atividades computacionais (produtores de conteúdo de texto, mídia e software, entre outros). Mas para o consumidor de conteúdo, que é a grande maioria dos usuários, o Chrome OS pode ser o sistema operacional ideal.

Mesmo assim, ainda fica a sensação que a ideia não está completamente pronta. Faltam aplicativos, os serviços de conexão na nuvem não estão maduros o suficiente para essa finalidade, e o Microsoft Office ainda está muito arraigado no inconsciente coletivo para que a maioria dos usuários se permita a utilizar outra ferramenta para a produção de documentos para escritório.

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O cenário começa a melhorar (para o Chromebook)

Pesando os prós e contras, a perseverança do Google começa a dar frutos. No meio de 2013, os Chromebooks já eram os computadores com maior taxa de crescimento de mercado, contando com 25% do mercado abaixo de US$ 300. Muitos especulam que essa marca só foi alcançada com os contratos com instituições educacionais.

Mas não são apenas números frios. Em um momento onde os fabricantes de computadores estão diante da era pós-PC (com quedas consecutivas de vendas), a urgência de um novo sistema operacional diante da queda das vendas do Windows gerou uma onda de entusiasmo em torno do Chrome OS.

A prova disso é que, nas últimas semanas, Asus, Acer e Samsung reforçaram suas estratégias com o Chrome OS, enquanto que fabricantes que até agora ficaram à margem de tudo isso (como a HP), adicionou em seu catálogo produtos com o sistema do Google, e com destaque diante dos demais modelos. Ou seja, tudo indica que, ainda que este seja um tema cuja a discussão só está começando, o Google está emulando a situação do Windows Phone (nas plataformas móveis) com os seus Chromebooks. E, diferente da Microsoft, eles não estão com pressa alguma para fazer isso. E é isso que faz com que a nuvem do medo paire sobre a gigante de Redmond

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O Google vai fazer o que for necessário para abrir caminho para o Chrome OS, com os Chromebooks. Por enquanto, parece estar dando certo. Os resultados mostram isso. Porém, outros fatores dentro da estratégia da empresa podem mostrar que nem tudo está muito definido em sua estratégia, como por exemplo o Chromebook Pixel, que é um produto que simplesmente destoa do perfil que um Chromebook deve ter.

O Chrome OS tem o necessário para ser um sistema popular, mas eles só venceram a primeira batalha. A guerra, na verdade, nem começou. Sem falar que estamos falando de um gigante do porte da Microsoft.

Por outro lado, em 1998, eles eram uma empresa de garagem em Mountain View. E hoje, eles já são maior que a Microsoft. Tudo nessa vida é uma questão de tempo, meus amigos…