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Recentemente eu adquiri um notebook Dell Vostro 5470 (falarei sobre ele daqui a alguns dias). Antes eu utilizava um Samsung ATIV Book 6, e como eu pretendo vender esse equipamento, eu precisava formatá-lo. Porém, a missão não era tão simples. Desde o meio do ano passado, eu estava utilizando um SSD da Kingston de 240 GB no portátil dos sul-coreanos, e pretendia utilizar essa mesma unidade no novo notebook da Dell. E é justamente esse processo que se transformou em uma grande aventura de dois dias.

Para transferir os dados do HD original da Samsung (um HD SATA de 1 TB) para o SSD, utilizei o Acronis Image HD (excelente software que recomendo para todo mundo). Quando decidi retirar o SSD desse notebook, eu percebi que não poderia utilizar o mesmo software para fazer a migração dos dados para outro HD de 320 GB que seria utilizado para receber os dados do ATIV Book. Então, utilizei outro programa excelente, o EaseUS Parititon Manager em um pendrive, que clonou o disco menor para o maior. Beleza.

O problema começou na hora de formatar a unidade para refazer a instalação. O sofware de recuperação da Samsung não funcionou, e as cópias do instalador do Windows 7 não reconheciam as partições criadas (pois estavam em um padrão que não era reconhecido pelo software). O mais estranho é que a clonagem do Windows 8.1 feita funcionou sem maiores problemas.

Ok. Comecei a pensar nas alternativas disponíveis, com os instaladores que tenho aqui em casa. Até que me deparei com dois pequenos “tesouros arqueológicos” de software: o Ubuntu 9.04 e o Windows Vista Ultimate. E eles serviram perfeitamente para resolver todos os meus problemas.

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O Ubuntu 9.04 me foi útil para resolver o problema dos particionamentos. Como o kernel Linux é capaz de realizar um gerenciamento completo das partições na hora da instalação, eu decidi instalar o sistema operacional como se sõ ele fosse gerenciar o computador. Ou seja, removi todas as partições da antiga instalação do Windows 8.1 e joguei o Ubuntu em todo o HD, criando um novo sistema de partições para armazenamento de dados.

Deu certo. O Ubuntu 9.04 foi instalado sem maiores problemas, e tornou o notebook funcional de novo.

De novo, tentei fazer com que o Windows 7 (que depois seria atualizado para o Windows 8.1) reconhecesse o HD e suas partições durante a instalação. Não funcionou (e não me perguntem por que).

E foi aqui que o Windows Vista entrou no jogo.

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O muito criticado Windows Vista (inclusive por mim, pois realmente eu acho que esse é um dos piores Windows já lançados em todos os tempos), por motivos que até agora não são explicados, conseguiu reconhecer as partições do Linux criadas pelo Ubuntu 9.04. A partir daí, consegui remover essas partições, criar um novo volume identificável pelo Windows, e realizar a instalação do sistema operacional, sem maiores problemas.

Com o Windows Vista funcionando (não fiquei muito tempo testando, pois já era alta madrugada a essa altura do campeonato), eu utilizei a minha cópia original do Windows 8.1 Pro (adquirida em uma Black Friday da vida) e fiz a atualização – sim, pois isso era perfeitamente possível – do software.

Depois de alguns minutos de tensão, tudo pronto! Windows 8.1 Pro instalado e atualizado. Aí foi só passar pela maratona para atualizar os drivers, e pronto. Computador pronto para ser vendido.

Confesso que eu até consigo compreender a parte do Ubuntu reconhecer as partições bagunçadas. Até porque o Ubuntu (e o Linux) é muito bom para isso. A parte do Windows Vista identificar as partições Linux e o Windows 7/8 não é que vai requerer uma pesquisa da minha parte.

De qualquer forma, eu decidi compartilhar esse relato com vocês porque eu acredito que essa experiência será útil para muita gente. Se você algum dia tiver dificuldades para um instalador de um sistema operacional identificar as partições do seu disco rígido, e sabe que pode eliminar tudo o que você já tem porque não vai perder nada, não pense duas vezes: use o Ubuntu, destrua as partições antigas, crie partições novas em todo o disco com o Ubuntu, instale o sistema operacional e, depois (se quiser), faça uma versão antiga do Windows reconhecer essas partições para instalar o sistema da Microsoft.

Moral da história: é sempre bom ter um software antigo guardado em algum lugar, não é mesmo?