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O epílogo do Daft Punk

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O duo de músicos Daft Punk foi um dos poucos que conseguiram sair da Terra através da música, convencendo a todos que eles não eram desse planeta. Passar a vida fazendo música eletrônica futurista usando capacetes e roupas iradas ajudaram na construção desse imaginário.

E pensar que tudo nessa vida chega ao fim, incluindo o Daft Punk, deixa a falsa impressão que o futuro eterno seria algo perfeito, quando não é. Isso contraria a genialidade imperfeita, e essa dupla francesa composta por Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo é simplesmente genial.

E foi genial até mesmo na hora de anunciar o fim.

 

 

 

Um desaparece, e o outro segue em frente

 

 

Nenhum discurso emocionado, nenhum comunicado de imprensa escrito pelos assessores, nenhuma explicação sobre uma possível briga ou desentendimento. Aliás, nenhuma briga.

Nenhuma palavra.

Para uma dupla acabar, um deles simplesmente desaparece da vida do outro.

Por que a separação aconteceu? Por que eles decidiram chegar ao fim? Será que cada um deles vai investir em carreiras separadas? Aquele que restou vai continuar a fazer música?

Novos mistérios que o Daft Punk oferece para contribuir com o imaginário popular da cultura pop. Afinal de contas, além de músicas espetaculares, o duo se caracterizou pelo mistério. Principalmente no segredo muito bem guardado em não revelar as identidades por traz daquela música futurista.

Por outro lado, segredos na era da internet não são tão bem guardados assim, e até o final deste post, você vai ver como são os rostos por trás do Daft Punk. Só espera mais um pouco, que eu ainda tenho algumas coisas a dizer sobre esses caras.

 

 

 

Muito obrigado é pouco

 

 

O Daft Punk é um dos grupos de música eletrônica mais influentes da história da música. Ajudou a popularizar um estilo musical que, no início, era encarado como experimental e underground. E o mais incrível é que eles fizeram isso flertando e experimentando os mais diferentes estilos musicais.

Mesmo entregando de tempos em tempos uma estética e musicalidade retrô, todo mundo que gosta e entende de música sabia que o Daft Punk estava muito mais voltado para o futuro. Sua música ditou tendências e apresentou uma sonoridade que foi replicada e desenvolvida por tantos outros artistas dentro e fora do cenário da música eletrônica.

O reconhecimento ao duo francês veio em forma de Grammys ao lado de talentos mais que reconhecidos como Pharrell Williams e Nile Rodgers, este último um lendário instrumentista que foi injustamente esquecido, mas que voltou a ganhar evidência por oferecer o seu talento no espetacular álbum Random Access Memories, o melhor disco de 2013.

 

 

Como amante da música, o fim do Daft Punk é tão sentido quanto o desaparecimento físico de um deles. E, por isso, a metáfora do epílogo apresentada no vídeo de anúncio do fim é perfeita. Acredito que a dor da separação para eles é a mesma, mas por motivos que jamais saberemos, é também a melhor decisão.

O Daft Punk será eterno, e isso é inegável. Sua música vai perdurar para sempre, e seus hits vão servir de inspiração para todos que gostam de boa música e desejam causar algum impacto nas gerações futuras.

E agora, como prometido, os rostos dos integrantes do Daft Punk sem o capacete.

 


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