
A decisão de restrição de uso no Gemini Notebook, um dos recursos mais úteis dentro do ecossistema do Gemini, é mais uma prova de que todas as plataformas consideradas cristãs e ocidentais vão adotar o modelo de cobrança por uso de serviço.
E, pelo amor de Deus, antes de você me xingar por fazer uma piada com religião, peço que você leve a vida com um pouco mais de humor e leveza.
Foi minha terapeuta que me recomendou a escrita mais sarcástica e distante das plataformas de IA. E estou fazendo isso na esperança de não ter o próprio Gemini roubando meus textos.
Ou se fizer isso, ao menos vou bugar os resultados.
Limite para quem não tem limites

Essa espécie de “lei da mordaça” que o Google estabeleceu é um tanto quanto injusta.
É óbvio que a plataforma fez isso para monetizar o uso de suas plataformas. É o desespero de praticamente todas que estão destruindo dinheiro para manter em pé essas soluções de inteligência artificial.
O problema é que tal medida prejudica muito mais a todo e qualquer cidadão que usa o Gemini Notebook a sério nessa vida.
Jornalistas, pesquisadores, científicos, professores e todo mundo que trabalha com dados verificados ou com a curadoria de fontes. Essa galera está diretamente prejudicada pela decisão corporativa e objetivamente voltada para tentar fazer a conta do Gemini fechar.
E nem dá para culpar o Google direito por isso. Não existe almoço grátis neste mundo.
Só soa um tanto quanto broxante mesmo. Eu adoro o Gemini Notebook.
E isso, porque eu já pago o plano Pro

Pela obrigação profissional (e porque hoje preciso dos 5 TB de armazenamento no Drive), tenho a versão do Gemini Notebook com quatro vezes mais limites de interação. O que deveria ser um alívio para mim, que não pode pagar um centavo a mais para o Google.
Porém, não é.
Com essa medida, o Google me obriga a olhar para os lados. Não posso ser mais tão dependente do Gemini para fazer o meu trabalho.
E, sendo bem sincero… o Perplexity, que alguns produtores de conteúdo afirmam que abandonaram porque estava entregando resultados ruins, está me atendendo bem nessa curadoria de pesquisas.
Se bem que… já me imagino usando o Deepseek para pesquisas profundas. Mas quando penso nas possibilidades de erros, sinto arrepios.
Prometo fazer alguns testes e compartilhar o que vou descobrindo por aqui.
A lição que fica é…

Sempre podemos aprender alguma coisa com as polêmicas decisões do Google. E a minha lição é a mais clássica de todas:
“Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta”
Sei que estou dependente demais do Google Notebook para o meu trabalho. E é uma pena ter que abandonar a plataforma por conta da necessidade de o Google em monetizar o Gemini.
Por outro lado, uso tantas plataformas de inteligência artificial no meu dia a dia, que não tenho a minha preferida neste momento.
Dizem que o ser humano não nasceu para ser monogâmico, e esse é um dos conceitos mais polêmicos do mundo. Mas o que vejo de tempos em tempos (e nas mais diferentes situações), é que este conceito está cada vez mais sólido e dentro de nossa realidade prática.
E se o Google pensa que serei fiel pelo resto da vida com limites estabelecidos, ela está total e completamente enganada.
Fidelidade nunca foi meu forte. Prefiro a cumplicidade.
Mas você não está preparado para essa conversa.
