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O Google Stadia… morreu?

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O Google Stadia nasceu em 2019, e prometeu mundos e fundos. Jogos exclusivos em 4K nativo, fluidez impecável com baixa latência e zero lags, disponibilidade em mais de 200 países e pleno funcionamento em múltiplos dispositivos com diferentes configurações.

E muito pouco do que foi dito em 2019 está acontecendo em 2022.

Tudo bem que o Google trabalha com vários dos seus projetos em Beta. Mas, neste caso em especial, ele não podia errar. Ainda mais com uma concorrência que não só seguiu os seus passos por entender que os videogames na nuvem seriam o futuro, mas que ultrapassou a gigante de Mountain View porque caminhou mais rápido que ela.

Por isso, a pergunta deste post não só é razoável como passa a ser crível, dependendo da perspectiva a ser assumida para uma resposta.

 

 

 

Google Stadia ficou para trás

Muitos afirmaram que o Google Stadia seria o futuro dos videogames, mas a única coisa certa aqui é que o videogame por streaming é sim uma alternativa factível, mas para outras plataformas.

Xbox Cloud Gaming (Microsoft), GeForce Now (Nvidia) e até o PS Now (Sony) estão na frente do Google Stadia neste momento. Todas essas plataformas já alcançam um número muito maior de usuários hoje que a alternativa do Google, e entregam resultados mais funcionais e factíveis para o que temos nos aspectos de tecnologia para games via streaming neste momento.

Além da notória competência das empresas envolvidas (e aqui eu não estou afirmando que o Google não é competente), também é importante destacar que toda a concorrência apostou em uma proposta mais modesta e sustentável. Todo mundo queria que o streaming nos games simplesmente funcionasse, para só depois partir para o próximo passo.

Já o Google prometeu o que não podia no Google Stadia. Jogos em 8K quando nem mesmo os games em 4K funcionam (não estou falando em rodar direito; estou falando em FUNCIONAR)? É quase uma utopia o que o pessoal de Mountain View anunciou em 2019.

Sei que é muito fácil ser um engenheiro de obra pronta e chutar um cachorro que, neste momento, está quase morto. Por outro lado, não é culpa minha o fato do Google afirmar que poderia fazer algo que nem sabia direito como fazer na época. Se desse certo, o Google Stadia seria algo genial e revolucionário, ditando as regras de todo um setor.

Como não deu certo, este post existe.

 

 

 

Mas… afinal de contas… o Google Stadia morreu?

De forma oficial, não. Mas está em coma e com os aparelhos ligados.

Se tem uma empresa que pode virar o jogo e turbinar um serviço problemático, essa empresa é a Google. A pergunta que fica é se ela terá o real interesse em querer salvar o serviço.

Afinal de contas, o Google tem como seu DNA ser uma empresa de filosofia Beta, ou seja, sem muitos compromissos em chegar ao ponto final dos seus projetos, já que aparentemente o que realmente importa para Sundar Pichai e companhia é a viagem.

Por outro lado, o Google gastou muito dinheiro no Google Stadia, e tem parcerias comerciais relevantes no projeto. Será que é fácil deixar o projeto morrer nessas condições? Particularmente, eu acho que não.

Porém, é triste ver o Stadia respirando por aparelhos tão cedo.


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@oEduardoMoreira