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O iPad Pro (2025) vale o quanto custa?

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O iPad Pro M5 já está em pré-venda global e chega oficialmente às lojas em 22 de outubro de 2025. Na Europa, parte de 1.099 euros para o modelo de 11 polegadas com Wi-Fi, enquanto o de 13 polegadas começa em 1.449 euros.

No Brasil, os valores variam entre R$ 12.499 e R$ 31.599, dependendo da versão e armazenamento. São preços altos, mas que refletem o posicionamento premium da linha Pro — e a proposta de ser a ferramenta definitiva para quem busca desempenho e flexibilidade.

É claro que a pergunta é sempre aquela mesma que fazemos diante de vários outros produtos que a Apple lança no mercado: ele vale essa pequena fortuna que estão cobrando?

 

Diferentes configurações, diferentes preços

A oferta de configurações é o que determina os valores tão variados para um mesmo produto. E aqui, é preciso entender que existem segmentações para diferentes tipos de usuários.

Há versões com 256 GB, 512 GB, 1 TB e 2 TB, além de opções com 12 GB ou 16 GB de RAM, e cada um que acabe escolhendo aquilo que vai melhor atender em um longo prazo, tanto nas tarefas profissionais quanto nas atividades de entretenimento.

O modelo com vidro nanotexturizado, destinado a profissionais de imagem, é o topo da gama e também o mais caro. Ou seja, se o seu objetivo é ver anime no iPad Pro (o que já é algo meio problemático, pois existem modelos menos caros que fazem exatamente a mesma coisa), não há motivos para buscar o modelo mais caro.

Com essa variedade de produtos, a Apple mantém a promessa de oferecer diferentes modelos de um mesmo produto para diferentes públicos. E no caso do iPad Pro (2025), unir o melhor do ecossistema Mac ao formato tablet.

 

As propostas diferenciadas justificam o preço mais alto?

A empresa vem investindo na ideia de que a produtividade não precisa estar presa às limitações de um notebook tradicional. O futuro do trabalho móvel — segundo a Apple — é o iPad Pro sendo o centro criativo, enquanto o Mac se torna uma estação complementar para tarefas específicas.

A grande diferença entre tablet e laptop ainda está no software aberto. Programas de engenharia, desenvolvimento e certos fluxos corporativos continuam limitados no iPadOS, que opera sob regras mais controladas do ecossistema Apple.

Mas a tendência aponta para uma convergência gradual: a cada atualização, o iPad se torna mais livre, mais funcional e mais preparado para assumir papéis antes exclusivos de um notebook.

O que parece inevitável é que o iPad Pro M5 representa um divisor de águas. É o momento em que a Apple consolidou o conceito de “computação sem fronteiras”, em que toque, inteligência artificial e desempenho profissional convivem em harmonia dentro de um corpo portátil.

Dito tudo isso…

Quem comprar o iPad Pro (2025) fará parte de um experimento da Apple de alguma forma.

Essa é a primeira versão do seu tablet profissional que está com o mesmo poder de fogo de um Mac, mas dessa vez, contando com um iPadOS que vai saber entender e conversar com essa força bruta de um chip voltado para a inteligência artificial.

Não vejo motivos para não acreditar que essa combinação não pode dar certo. Mas também é correto dizer que os “early adopters” vão pagar um preço bem salgado neste caso.

Não sei se pagaria uma fortuna dessas em um tablet, por melhor que ele seja.

Ainda prefiro um MacBook para ser mais produtivo. Pelo menos até encontrar um uso da Apple Pencil que vá além de fazer desenhos e sublinhar textos.

 


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@oEduardoMoreira