apple itunes

Por mim, já estava morto faz tempo. Mas enfim…

Alguns lamentaram as mortes do iPod Nano e iPod Shuffle, dois players lendários que conquistaram o mundo. O iPod Classic desapareceu em 2014, e agora só o iPod Touch se mantém em um segmento que hoje é irrelevante.

O iPod morreu. E agora, muitos se perguntam: para quê serve o iTunes mesmo?

O aplicativo nasceu em 2001 para gerenciar as bibliotecas musicais, e se transformou em um monstro que abraçou recursos demais. Logo, essa pode ser a hora certa para a Apple repensar alternativas.

Quando o iTunes apareceu, se transformou em ferramenta obrigatória de gerenciamento do iPod. Foi um dos primeiros aplicativos da Apple a ficar disponível para Windows, e se tornou também companheiro inseparável do iPhone quando ele chegou em 2007.

Pois bem, esse software foi crescendo para gerenciar vários outros conteúdos, mas o lançamento da App Store em 2008 iniciou um debate interessante.

A abertura para serviços de streaming fez com que esse gerenciamento multimídia se diversificasse, e o iTunes deixou de ser tão importante. Mas outro elemento foi essencial para a perda de sentido desse aplicativo: em 2011, o iOS 5 dispensou a necessidade do software de gerenciamento para a ativação do iPhone.

iPhone e iPad se tornaram dispositivos independentes na ativação. E o iCloud deixou esses gadgets ainda mais livres do iTunes para realizar cópias de segurança.

 

 

A Apple parece ter entendido parte do problema: no lugar de oferecer um aplicativo multidisciplinar como o iTunes, fez pequenos aplicativos separados. TV para vídeos, Música para áudio, iTunes Store para compras de músicas e álbuns, Podcasts, iBooks e iTunes U para conteúdo educacional.

Mas… por que não fazer o mesmo com o macOS.

O Apple Music, que chegou em 2015, deveria justificar que parte das funções do iTunes está nessa ferramenta. Para os demais, a Apple deveria lançar apps individuais e dedicados.

As críticas ao iTunes chegam dos próprios usuários da plataforma. Alguns chegam a qualificá-lo como um bloatware. O ódio existe, e talvez a Apple deveria levar esse ódio em consideração para seguir adiante.

Mas tudo indica que nada vai mudar, ainda mais com a chegada do software na Windows Store em breve. Mas muitos esperam a morte do iTunes. Se isso acontecer, você até pode lamentar, mas a maioria vai comemorar como se fosse gol do Brasil em final de Copa do Mundo.