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O ladrão do boné do US Open se ferrou lindamente

A imagem do marmanjo roubando o boné que o tenista polonês Kamil Majchrzak deu para um garoto que estava na arquibancada rodou o mundo e, obviamente, a internet.

Gente assim (se é que isso é gente) precisa ser combatida e coibida. Isso passa bem longe de ser exemplo, e tudo o que o garoto precisa é não ter a frustração com os adultos. Sem falar nos traumas que esse tipo de incidente deixa naquele indivíduo que se sentiu prejudicado por um ato insensato.

Mas… nada como a internet minimamente organizada e movida pela força do ódio para conseguir algo além do que um simples boné utilizado por um tenista em um torneio de grand slam.

 

Os detetives da internet atacam novamente

O caso é repugnante.

Kamil Majchrzak claramente ofereceu o seu boné ao garoto, mas o vagabundo foi lá e tirou o item da mão dele. A criança reclamou verbalmente do ato, mas o ladrão ignorou e colocou o item na bolsa de sua esposa.

Kamil não percebeu o ocorrido, e seguiu dando autógrafos para outros torcedores.

A internet, indignada, fez o seu trabalho, e começou a investigar para identificar a identidade do ladrão. Ao mesmo tempo, Kamil viu o vídeo do incidente viralizar, e pediu ajuda para identificar o garoto para entregar outro boné de presente.

Dois dias depois do roubo, o ladrão foi identificado: Piotr Szczerek, um milionário polonês e proprietário da empresa de pavimentação Drogbruk.

E a melhor forma de fazer um milionário sofrer pelos seus atos é cancelando a sua empresa, lotando a internet de críticas negativas.

 

Já vimos isso antes

A avaliação da Drogbruk na internet simplesmente despencou, já que os internautas forçaram a queda nas notas com as tais avaliações negativas.

Sem falar nas mensagens com críticas enviadas diretamente para o e-mail da empresa.

Tudo isso fez com que Szczerek e sua esposa desativassem suas contas nas redes sociais, o que é o destino final dos covardes. É mais fácil não ficar para receber as críticas do que rebater e se responsabilizar pelos seus atos.

Foi basicamente a mesma coisa que aconteceu com o Andy Bryon, Ceo da Astronomer, que foi flagrado aos beijos com sua diretora de RH durante um show do Coldplay.

Não levou tempo algum para identificar os dois safados, pois a internet consegue trabalhar melhor do que qualquer detetive particular que você contrata.

“E o menino?”, você me pergunta.

Ele teve um final feliz.

A mesma internet ajudou Majchrzak a identificar o garoto, que se chama Brock, e que aparece em uma foto ao lado do tenista, usando o prometido boné.

E que fique claro para todo mundo: ninguém passa completamente anônimo na internet nos dias de hoje.

Todos os nossos dados, a nossa imagem, informações mais sensíveis e até os nudes que você manda estão na rede mundial de computadores.

O anonimato, a privacidade e, principalmente, a ideia de que somos invisíveis em plena era da internet e das redes sociais é simplesmente utópica e desconectada da realidade.

Logo, tenta não fazer merda para todo mundo ver.

Pois uma hora, a mesma internet vai te encontrar e te expor.

E o estrago sempre será muito maior do que você pode imaginar.

 

Via The Sunday Times