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Enfim, chegou a criança. O novo Motorola Moto E é oficial, depois de um mega vazamento de um e-commerce nacional. O modelo se torna oficial, e tem como principal objetivo ser um produto de entrada, que quer substituir o seu “tijolão”, como tanto promoveu a própria Motorola nos últimos dias. Mas… será que consegue? Vejamos.

Antes que você diga qualquer coisa: o Moto E não é um modelo com a influência da Lenovo no seu conceito ou design. A Lenovo só terá influência conceitual em relação aos produtos da Motorola a partir do segundo semestre de 2014. Esse ainda é um modelo da “era Google” da Motorola. Logo, se não gostou do design do Moto E, reclama com o Larry Page. A culpa é dele.

O Moto E é um típico modelo de entrada, com algumas restrições técnicas que o colocam com os dois pés nessa condição. Conta com uma tela de 4.3 polegadas (960 x 540 pixels, 256 ppp), processador Qualcomm Snapdragon 200 de dois núcleos com 1.2 GHz, 1 GB de RAM e 4 GB de armazenamento interno (expansíveis via slot para cartões microSD de até 32 GB). Sua tela possui a proteção Gorilla Glass 3, e o telefone é resistente contra gotas d’água. Não possui câmera frontal, e sua câmera traseira é de 5 megapixels

Em compensação, o novo Moto E oferece um slot para cartões microSD, algo que era um pedido dos usuários de outros modelos da linha Moto, e até então inédito entre os lançamentos da Motorola.

Ou seja, tudo tem um ônus e um bônus, certo?

Lá fora, o Moto E tem um preço sugerido de US$ 119 (ou R$ 599 no Brasil), um preço que, para o mercado internacional, é realmente muito próximo aos seus principais concorrentes (os modelos Nokia Asha e o Nokia Lumia 520/525). Sem falar nos milhares smartphones da Samsung, igualmente de baixo custo, mas com especificações técnicas inferiores ao Moto E. Só aí, a Motorola já leva uma baita vantagem.

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Porém, no Brasil, ele poderia custar um pouco menos. E até acho que virá a custar um pouco menos. Os R$ 599 sugeridos pela Motorola é um pouco acima do ideal para que o modelo possa competir com os demais modelos de entrada no Brasil, incluindo os chamados “celulares tradicionais”, ou dumbphones.

Para convencer esse segmento de mercado, é preciso oferecer uma proposta mais agressiva no quesito preço. Custando mais do que um Nokia Lumia 520, mesmo contando com o argumento do “o Android tem mais conteúdo e mais flexível que o Windows Phone”, para atingir o usuário que “só quer um produto que funcione” (substituindo assim o seu celular convencional), é um preço que pode ser um pouco acima do ideal para alcançar esses objetivos.

Mas acredito que esse valor deve ser menor, conforme vão aparecendo as promoções nos e-commerces e parceiros da empresa no mercado brasileiro.

Sem falar nas operadoras de telefonia móvel, que certamente aplicarão subsídios no valor do produto, o que pode tornar o seu valor final algo ainda mais interessante.

Resta saber se a Motorola acertou de novo no Moto E em um dos itens mais importantes para o usuário final: o desempenho geral. Será que com todas as mudanças aplicadas ao smartphone não impactaram na tão elogiada performance e fluidez dos modelos anteriores?

Como ainda estamos falando de um produto da “era Google” da Motorola, podemos acreditar que sim. Mas comprovar isso, só quando o produto chegar para testes por aqui (olá, Motorola!). Antes disso, só podermos teorizar. E afirmar que, se a Lenovo teve alguma influência no Moto E, foi em um dos itens que mais interessam ao consumidor: o preço.

Até porque todo mundo gosta de um “bom e barato” nesse mundo, certo? (poderia por o bonito, mas devo admitir que não achei o Moto E tão bonito assim…).