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O POCO X8 Pro… é um tijolo premium no Brasil?

O celular que parecia ser o queridinho dos gamers acabou de virar o queridinho dos donos de financeiras. A Xiaomi, através da sua sub-marca Poco, anunciou oficialmente por aqui o POCO X8 Pro, e prepare o bolso (e um possível empréstimo) porque o bicho custa a bagatela de R$ 6.999,99.

Disponível a partir desta quarta-feira (26), o modelo vem na versão única com 12GB de RAM e 512GB de espaço. Mas antes que você ache que está comprando um foguete espacial, vale lembrar que, pelo preço, ele deveria pelo menos passar café e buscar seu cachorro na creche.

É claro que estou aqui para falar sobre o assunto. E vamos tentar descobrir juntos se a conta fecha neste caso.

E isso, porque a gente não faz a menor ideia se o POCO X8 Pro Max vai chegar ao Brasil em algum momento no futuro (e se chegar, ele vai custar bem caro por aqui).

 

O que ele tem para custar tudo isso?

A Poco do Pocophone F1 (que entregava flagship por dentro e telefone de entrada por fora) simplesmente não existe mais. A marca resolveu virar socialite. O plástico deu lugar a uma moldura de alumínio e traseira de vidro, num estilo “pode mexer, é premium”.

A tela AMOLED de 6,59 polegadas entrega 120Hz de fluidez e brilho de 3.500 nits, perfeito pra ver o reflexo do seu rosto desesperado pagando a fatura do cartão de crédito para pagar a parcela desse smartphone. E não se preocupe se você derrubar o celular na piscina para chorar o prejuízo, porque ele tem certificação IP68 e IP69K, resistindo até a jatos de água quente.

Por dentro, o processador MediaTek Dimensity 8500 Ultra promete dar um pau nos concorrentes, entregando cerca de 2,2 milhões de pontos no AnTuTu. A tecnologia Wild Boost ajuda a manter os FPS estáveis, porque o único lag que a gente aceita no jogo é o do salário caindo na conta no fim do mês.

A bateria de 6.500 mAh é a grande estrela da festa, garantindo mais de 9 horas de jogatina intensa. Nada de ficar refém da tomada enquanto tenta passar de fase; agora você pode ficar refém do preço do aparelho enquanto tenta passar de fase.

O carregamento de 100W promete levar o telefone de 0 a 100% em menos de 48 minutos. Ah, e ainda tem o carregamento reverso de 27W, que permite que você carregue o celular do amigo, já que ele não vai ter dinheiro pra comprar o mesmo depois de ver o preço do seu.

No papel, o sensor principal de 50MP e a ultrawide de 8MP são os mesmos de sempre.
Na prática, a Xiaomi fez um esforço de ginástica mental pra chamar isso de “evolução linear”, um jeito educado de dizer que não mudou nada.

A frontal de 20MP grava em Full HD e, segundo os primeiros testes, ainda adora dar aquela borrada na pele. A menos que você queira parecer um manequim de loja de departamento, é bom desativar o modo de embelezamento.

 

Ele vale o quanto custa?

O POCO X8 Pro no Brasil é uma espécie de convite para um casamento: você fica feliz pelo convite, mas quando vê o valor do presente na lista, a alegria diminui um pouco.

Ele tem visual premium, potência de sobra e uma bateria que parece não ter fim, mas entrega um conjunto de câmeras apenas regular e um preço que chega a ser cômico para um intermediário.

E temos que considerar o dispositivo um intermediário mesmo, já que o seu irmão mais potente, o X8 Pro Max, é um telefone mid-range premium. Ou seja, já podemos começar a imaginar o tamanho da pancada que vem por aí quando o dispositivo chegar por aqui.

É óbvio que o POCO X8 Pro passa bem longe de ser uma porcaria, mas seu valor no Brasil é superestimado.

Exatamente da mesma forma que aconteceu com outros lançamentos da Xiaomi no Brasil. E a marca nem deve ligar para isso direito, já que vende de qualquer maneira no mercado internacional.

De forma bem resumida: se você se interessou pelo dispositivo, vale a pena levar o POCO X8 Pro no Brasil se o seu nome for João Kleber, ou se você realmente acredita que um celular vale mais que um fogão, uma geladeira e uma moto usada combinados.

 

Via Tecnoblog