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Depois de escrever vários textos sobre os novos iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max (a ponto de ficar com as mãos doendo por causa disso), chegou a hora de deixar o registro sobre o que eu penso dos novos smartphones.

Mas não vou falar dos aspectos técnicos. Na verdade, eu vou jogar esse primeiro parágrafo fora (porque eu posso fazer isso)e, e comentar sobre a Apple como um todo no keynote de 10 de setembro de 2019. Porque o evento revelou muito mais do que as palavras ditas por Tim Cook e companhia.

 

 

Um keynote rápido

Obrigado, Senhor Steve Jobs pela graça alcançada!

O keynote realizado ontem (10) pela Apple durou pouco mais de 1h30. No passado, esses eventos passavam de duas horas, e eram insuportavelmente intermináveis. Só aqui, a Apple já estava me ganhando.

E o evento foi rápido e cheio de conteúdos. Vários produtos apresentados, com ênfase para os principais detalhes de cada item, e com informações relvantes em todos os produtos.

 

 

Apple colocando o pau na mesa e chutando bundas

 

 

A Apple entrou de vez na disputa pela audiência nos serviços de streaming de vídeo. O Apple TV+ teve o seu preço anunciado (US$ 4,99/mês nos EUA, R$ 9,90/mês no Brasil), assim como o Apple Arcade (US$ 4,99/mês nos EUA, R$ 9,90/mês no Brasil).

São valores muito agressivos, ainda mais considerando que estamos falando de uma Apple que jamais foi conhecida por ser uma empresa para a elite, com produtos com preços elevadíssimos. Por outro lado, esse perfil é da Apple para PRODUTOS.

A Apple nos SERVIÇOS é bem diferente. Preços acessíveis para aplicativos e assinaturas de plataformas vinculadas aos seus dispositivos (que, convenhamos, são caros pra caramba). E, levando em consideração a penetração de mercado que a Apple possui, é quase certo que o Apple TV+ e Apple Arcade já nascem como plataformas bem poderosas.

 

 

Apple aprendeu a lição (em partes)

 

 

Quando o iPhone X chegou ao mundo, eu fui um dos primeiros a criticar a infeliz decisão da Apple em estabelecer um preço para o telefone que ultrapassasse a marca dos US$ 1.000. Eu afirmei que isso era surreal, pois o mercado global de smartphones estava chegando no seu ponto de saturação.

Quando o iPhone XS Max de 512 GB foi anunciado a US$ 1.449 (R$ 9.999 no Brasil), eu foi um daqueles que questionaram até quando a Apple aguentaria cobrar preços tão altos. A resposta veio rápido: a queda nas vendas dos iPhones em 2018 foi vertiginosa.

E eu fui um daqueles que afirmou, com todas as letras, que era FUNDAMENTAL para a Apple rever a política de preços. Algo que aconteceu. Bom, mais ou menos.

 

 

O iPhone 11 Pro Max de 512 GB ainda custa US$ 1.449. Porém, o iPhone 11 de 64 GB, o mais acessível dentro dos novos modelos, custa US$ 699. Faz tempo que eu não vejo um iPhone NOVO com preço tão reduzido.

Sem falar que, dessa vez, temos uma diferença real entre o iPhone 11 e o iPhone 11 Pro e Pro Max. No acabamento, nas câmeras, proposta geral do produto e tamanho de tela. Os US$ 300 a mais para os modelos Pro são mais fáceis de serem justificados.

Isso pode colocar a Apple de novo no jogo. É claro que podemos esperar esse modelo mais barato custando R$ 3.999. Ainda é caro para o brasileiro médio? É. Mas um pouco mais plausível do que os valores das gerações anteriores.

 

 

Conclusão

A Apple mandou bem no keynote de ontem. Mostrou que caiu na real em determinados aspectos, e segue firme na sua aposta em ser uma empresa mais voltada para os serviços. Aposta essa que é acertada, pois apela para o que muita gente considera como algo fundamental na hora de assinar um serviço: o preço reduzido.


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