Maestro Zezinho, meia nota!

Não é difícil imaginar a resposta da pergunta. A Amazon está no Brasil desde 2012, como parte de sua expansão internacional. E mesmo com todo o seu potencial de mercado, o sistema tributário brasileiro é considerado complexo pela empresa de Jeff Bezos, sem falar no difícil relacionamento com os fornecedores locais e a logística desafiadora que o nosso país oferece.

Por outro lado, algumas empresas reclamam que a Amazon é pouco flexível nas negociações de preço, e desistem de vender os seus produtos dentro da plataforma de forma direta.

A Lenovo aceitou vender os seus produtos na Amazon, depois de meses de negociação. O modelo adotado por ela é o ‘1P’, onde a Amazon lida com a entrega e o atendimento aos clientes. Porém, a gigante varejista está levando mais tempo que o esperado para começar a atuar nessa modalidade.

O acordo com a Azul e alugar um galpão em São Paulo não foram medidas suficientes para agilizar o início das atividades nesse formato. Os impostos são um dos culpados pelos atrasos da Amazon em seus negócios.

Até os grandes congestionamentos nas rodovias e frequentes roubos de carga são considerados problemas para a expansão da Amazon no Brasil. Isso faz com que a venda direta por aqui fique limitada, tornando mais difícil a missão de superar empresas como B2W (responsável pelos sites Americanas, Submarino e Shoptime) e Magazine Luiza, líderes no e-commerce nacional.

Para complicar ainda mais a situação, a Amazon reduziu o ritmo de crescimento das vendas internacionais no final do terceiro trimestre de 2018 (em comparação com o mesmo período de 2017).

A Black Friday pode ajudar de forma pontual a Amazon, já que esta é uma das principais datas de vendas do varejo brasileiro. É o momento certo para iniciar a sua proposta de venda direta. Mas alguns parceiros comerciais duvidam se o modelo de negócio estará pronto ainda no final desse mês de novembro.

Olha, se está difícil para uma gigante como a Amazon por aqui, que dirá para nós, nanicos…

 

Via Reuters