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O que você precisa saber sobre o POCO X8 Pro


O anúncio do Poco X8 Pro chegou no meio do furacão Motorola que assola o mercado brasileiro com vários lançamentos que desembarcaram por aqui. Enquanto a gente tava aqui de olho no Motorola Edge 70 Fuison, a Xiaomi resolveu soltar lá fora um brinquedo que promete bagunçar a vida da concorrência.

Mas, claro, como todo bom produto que vem de fora, a pergunta que não quer calar é: será que esse “intermediário” tem cara de quem vai desembarcar por aqui com um preço que não arranque o nosso rim?

A dúvida sobre a posição do aparelho no mercado é justamente o que mais dá pano pra manga. Será que ele é só mais um da linha média ou a Xiaomi resolveu caprichar tanto que acabou criando um “premium disfarçado”?

Em um momento em que até a Amazon quer voltar a fazer celular por causa da inteligência artificial, os telefones viraram o palco principal dessa tecnologia, e o novo Poco chegou querendo ser o ator principal desse espetáculo.

Com um conjunto de especificações que faz os olhos brilharem, ele grita “estou pronto para a IA” enquanto tenta manter os pés no chão do intermediário. O modelo entrega a potência de sobra para as tarefas mais pesadas, mas sem a etiqueta de preço de um verdadeiro topo de linha.

Vamos destrinchar (metaforicamente falando) esse dispositivo, ver se ele realmente é tudo isso e, principalmente, se vale a pena a ansiedade pela chegada dele ao Brasil.

 

Um processador entre o intermediário e o premium

Dimensity 8500-Ultra.

Só o nome já assusta, mas calma, vamos traduzir: é o processador mais completo da MediaTek dentro do time dos intermediários, ficando logo abaixo da série 9000. A Xiaomi deu um tapa de luva branca ao colocar um chip de 4 nanômetros aqui, que entrega uma potência bruta capaz de fazer qualquer app bancário pesado ou jogo com gráficos no talo chorar nos cantos.

A questão mais importante neste tópico é que a linha entre o que é “médio” e o que é “premium” ficou tão tênue que dá para passar um fio de cabelo. O X8 Pro entrega um ganho de desempenho tão absurdo que a própria marca garante uma evolução de quase 16% no AnTuTu em relação à geração passada.

É o tipo de processador que vai fazer você se perguntar: “Por que diabos eu pagaria mais caro?”.

Para completar a festa, a Xiaomi não economizou na memória.

Estamos falando de 8 ou 12 GB de RAM no padrão LPDDR5X, além de armazenamento UFS 4.1 que voa baixo. Uma combinação perfeita para quem quer um celular que não trave daqui a seis meses e que consiga lidar com os agentes de IA que estão por vir, mostrando que a marca pensou no futuro (e no bolso do consumidor) com carinho.

 

Bateria: autonomia ou desempenho? Eis a questão!

Antes de você sair por aí gritando “autonomia de dois dias” com os 6.500 mAh de bateria do Poco X8 Pro, vamos combinar uma coisa: a tecnologia de silício-carbono mudou o jogo, mas não exatamente da forma que a gente pensa.

Essa bateria gigante não está lá só para você passar o final de semana sem ver a tomada; ela está lá para aguentar o tranco das tarefas mais pesadas do dia a dia.

É aquela velha história: um celular de entrada com 6.000 mAh vai durar uma eternidade porque o processador não pede tanto quanto os chips do modelo mais parrudo. Já aqui, com o Dimensity 8500-Ultra puxando energia, a conta é diferente.

A capacidade robusta garante que você consiga usar o GPS, jogar, editar vídeo e usar IA sem ver a carga despencar antes do fim do expediente.

E quando a hora da recarga chegar, o desespero é zero. O carregamento rápido de 100W é aquele amigo que aparece no momento certo, prometendo encher a barriga do monstro em menos de uma hora.

Se quiser fazer a boa ação do dia, ainda dá para usar a carga reversa de 27W para salvar o celular do amigo desavisado, mostrando que versatilidade é o sobrenome desse dispositivo.

 

Parece que ele é premium mesmo!

Esquece aquele design simples de intermediário. O Poco X8 Pro chegou com um visual que faz questão de aparecer, com moldura de alumínio e um módulo de câmera que tem até iluminação RGB para dar aquele toque gamer.

Quer uma dica? Fique de olho na versão “Homem de Ferro”, que vem com um visual preto e dourado que faria o Tony Stark pedir royalties (adicionais, já que a Xiaomi certamente será obrigada a pagar alguma coisa para a Disney por causa dessa versão do smartphone).

Olhando para a tela, a conversa é de respeito.

São 6,59 polegadas de puro AMOLED com resolução 1.5K e uma taxa de atualização de 120Hz que faz a navegação parecer um deslizar de manteiga. O brilho de até 3500 nits é aquele “tapa na cara” do sol: você vai conseguir ver o que está na tela até na praia mais ensolarada, sem precisar fazer cara feia.

Não é a taxa de brilho mais elevada que você vai encontrar entre os smartphones lançados em 2026, mas é mais do que suficiente para as suas tardes de sol no final de semana.

Só para fechar com chave de ouro, a Xiaomi resolveu dar uma aula de durabilidade.

O aparelho ostenta a certificação IP68/IP69K, que é basicamente um atestado de que ele não vai morrer se cair na piscina ou levar um jato de água. Completando o pacote, o Gorilla Glass 7i protege o painel, enquanto a estrutura robusta promete sobreviver aos tombos do dia a dia, algo que a gente sabe que é essencial para o usuário brasileiro.

 

O mesmo conjunto fotográfico do irmão maior

Câmera principal de 50 MP.

Esse é o número que importa, e aqui a Xiaomi caprichou.

Enquanto o irmão mais velho (Pro Max) usa o sensor Light Fusion 600, o X8 Pro aposta no confiável Sony IMX882. A grande sacada é que, para o usuário comum que só quer um resultado bonito para as redes sociais, a diferença entre os dois vai ser quase imperceptível.

O combo de estabilização óptica (OIS) é o grande herói dessa história. Nada pior do que tirar uma foto à noite e sair tudo tremido, né?

Pois bem, esse recurso, junto com o UltraSnap e os assistentes de criatividade com IA, faz com que até o usuário mais leigo consiga sair com fotos decentes sem precisar se tornar um especialista em configurações.

Claro, não espere um zoom monstruoso ou uma ultrawide que rivalize com os tops de linha. A segunda câmera é de 8 MP, quebra o galho para paisagens, mas não espere milagres.

A frontal de 20 MP cumpre bem o papel para aquela selfie do dia a dia, mostrando que, no fim das contas, o foco desse celular é o desempenho bruto, deixando a fotografia como um coadjuvante de luxo, mas não como a estrela principal.

 

Preço e disponibilidade (lá fora)

Lançado globalmente agora em março de 2026, o Poco X8 Pro chegou com um preço inicial de US$ 299 (dólares) para a versão de entrada. Em conversão direta, isso daria algo em torno de R$ 1.500, mas, como todo brasileiro cansado de impostos sabe, a conta nunca é essa.

Alguns varejistas que importam já estão listando o aparelho por cerca de R$ 3 mil por aqui. Ou seja, é de se esperar que o lançamento oficial do produto por aqui pode fazer com que o dispositivo custe (bem) mais caro que isso por aqui.

Por enquanto, a esperança é que a Xiaomi resolva trazer o modelo oficialmente para o Brasil.

O aparelho já passou pela Anatel, o que é um bom sinal. A fabricante realizou eventos dedicados ao mercado nacional recentemente, e a expectativa é que os preços oficiais sejam revelados em breve, mesmo que a data de venda efetiva ainda não esteja totalmente definida.

Vale lembrar que a versão Pro Max, mais parruda, sai por US$ 429, enquanto a edição especial do Homem de Ferro custa US$ 399. A diferença de preço entre os dois irmãos (cerca de 160 euros lá fora) é significativa, e vai ser o principal fator de decisão para quem está de olho nessa nova geração.

 

Vale a pena?

Para quem é o Poco X8 Pro?

Se você é daquelas pessoas que não desgruda do celular, que joga títulos pesados, que vive editando vídeos no intervalo do almoço e ainda exige que o celular responda na hora, esse aparelho foi feito sob medida para você. O processador Dimensity 8500-Ultra, junto com a memória de altíssima velocidade, entrega um desempenho que desbanca muito “topo de linha” de dois anos atrás.

Por outro lado, se você é do time que só usa o celular para redes sociais e WhatsApp, talvez ele seja um “tiro de canhão para matar formiga”. O peso do hardware (e da bateria) pode ser um exagero para quem busca só o básico.

Além disso, a questão da fotografia, embora competente, não é o ponto mais forte, então fotógrafos mais exigentes podem sentir falta de sensores mais avançados ou de uma ultrawide melhor.

O Poco X8 Pro é a escolha certa para quem busca o melhor custo-benefício dentro da categoria “intermediário premium”. A decisão final vai depender muito de quanto ele vai custar quando (e se) pisar em solo brasileiro.

Se o preço chegar próximo dos concorrentes como o futuro Galaxy A57, ele tem tudo para ser o campeão de vendas.

Agora, é segurar a ansiedade, torcer pela chegada oficial e, claro, já ir sondando aquele parente que vai viajar para fora para trazer um de quebra.

 

Especificações Técnicas do Poco X8 Pro

  • Tela: 6,59 polegadas, AMOLED, resolução 1.5K (2756 x 1268), taxa de atualização de 120 Hz, brilho de pico de 3500 nits, proteção Gorilla Glass 7i
  • Processador: MediaTek Dimensity 8500-Ultra (litografia de 4 nm)
  • Memória RAM: 8 GB ou 12 GB (LPDDR5X)
  • Armazenamento: 256 GB ou 512 GB (UFS 4.1)
  • Câmera Traseira: 50 MP (principal, Sony IMX882, f/1.5, OIS) + 8 MP (ultrawide)
  • Câmera Frontal: 20 MP (f/2.2)
  • Bateria: 6500 mAh (Silício-Carbono) com carregamento rápido de 100 W e carregamento reverso de 27 W
  • Sistema Operacional: Android 16 com HyperOS 3
  • Conectividade: 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 6.0, NFC, infravermelho
  • Resistência: IP68/IP69K (proteção contra água e poeira)
  • Dimensões: 157,53 x 75,19 x 8,38 mm
  • Peso: Aproximadamente 201 gramas
  • Cores: Preto, Branco e Verde Menta

 

Via Phandroid, PCMag