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A Mercedes está dominando com ampla vantagem o começo da temporada 2014 da F1. Hoje (6) venceu a terceira em três corrida da temporada no Barhein, e a vantagem era tão avassaladora, que Hamilton e Rosberg puderam disputar a vitória de forma agressiva (batendo roda mesmo) sem serem incomodados ou ameaçados. Então… o que acontece para a Mercedes tomar de assalto a F1 depois do seu pacote de mudanças de regras mais radical de sua história?

Grande parte desse mérito está no design exclusivo do seu motor, que literalmente divide a unidade de turbo em dois. O novo design técnico foi revelado pelo especialista da TV britânica Mark Hughes. Ele explica que os engenheiros da Mercedes foram capazes de melhorar o seu W05 a ponto de ser o carro dominante do campeonato. Os rivais dos alemães ficam de mãos atadas para adicionar mudanças semelhantes nos motores sob a sua normativa.

Uma das novidades da temporada 2014 da F1 é a volta dos motores turbo. O turbo (um por motor, de acordo com o regulamento) é baseado em duas turbinas. A primeira se move a toda velocidade por conta dos gases de escape que saem do motor. A segunda turbina segue para transmitir o movimento da primeira, fazendo o papel de compressor, absorvendo o ar do ambiente externo, e comprimindo esse ar para injetá-lo nas câmeras de combustão.

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O problema do turbo está no gerenciamento da temperatura do ar que é injetado no motor. A turbina de escape fica muito quente, o que limita ação da segunda turbina, obrigando a instalação de um intercooler, ou um sistema de refrigeração. De acordo com Mark Hughes, o que a Mercedes fez foi separar as duas turbinas através de um eixo mais largo. Nos carros da Mercedes, a turbina de escape está na parte superior do motor V6, enquanto que a turbina que comprime o ar está na parte dianteira.

A mudança oferece duas vantagens. A primeira é que o motor já não necessita de um intercooler tão grande, permitindo a eliminação do voluma ao redor do motor, além de melhorar a aerodinâmica do carro. Além disso, a divisão do turbe permitiu mover até a parte dianteira a caixa de câmbios, o que, na teoria, reparte melhor o peso do veículo arredor do centro de gravidade, melhorando a sua dirigibilidade.

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