O Surface Go da Microsoft é, basicamente, um tablet, e não um notebook (mesmo com suas aspirações). É o dispositivo básico e barato para o trabalho em mobilidade, ou para quem cogitava o iPad ‘barato’.

É o menor e mais leve dispositivo do catálogo atual da Microsoft, além de ser o mais acessível. Algumas concessões foram feitas no hardware, mas garantindo uma boa experiência de usuário com um preço competitivo, em um segmento onde a Apple parece ter se acomodado com o seu último tablet.

Em 2017, aqueda do mercado de tablets era conveniente para a Microsoft, pois parecia estar relacionado com a ascensão dos conversíveis, setor onde a gigante de Redmond ia muito bem.

Naquele ano, o tablet barato da Amazon funcionava bem nas vendas, não sentindo a crise no setor que atingia até uma Apple, que estava na liderança desse mercado de forma continuada.

Um ano depois, algumas marcas abandonaram o segmento, e outras permaneceram. E quem ficou apostou nos modelos mais básicos e econômicos, para um público menos exigente e/ou que buscava algo mais acessível.

Em abril de 2018, os tablets não vendem tanto, mas não morreram. Entre os fabricantes que seguiram tentando, temos Huawei, Acer, Xiaomi e a dona Apple, que lançou um novo iPad (sem o Pro), com preço inicial mais reduzido (US$ 349), mas com suporte para a Apple Pencil e software específico para a educação.

Um iPad com um hardware mais modesto, tela com menor resolução e câmeras mais básicas. Tudo para um preço mais ajustado.

O Surface Go segue a mesma regra. Um hardware mais comedido que o Surface Pro, com preço inicial de US$ 399. Porém, nesse caso, para ter a experiência mais completa, é preciso ter o teclado (US$ 99 ou US$ 129, em função da cor), o mouse (US$ 35) e a Surface Pen (US$ 99).

Ou seja, não é tão barato assim.

O que fez a diferença nos tablets da Microsoft foi justamente a sua compatibilidade com periféricos e a sua integração com o sistema operacional Windows 10 (no modo S, e nas versões Home ou Pro).

Os tablets básicos e econômicos obviamente precisam renunciar à produtividade, algo que o Surface entrega de forma bem completa. Mesmo sem o apelido ‘Pro’.

O perfil do Surface Go é diferente daquele que vemos no Surface Pro, que é pensado nos usuários mais exigentes e que contam com maior capacidade de investimento (a diferença de preço entre os dois modelos é considerável).

Também será interessante ver se a proposta da Microsoft consegue ser efetiva para quem busca um produto mais básico e a experiência mais tablet, e nem tanto para um portátil, para competir na prática com o iPad e o Chrome OS.