snapchat

Eu confesso que estou velho demais para o Snapchat. Eu tenho o aplicativo instalado em meu smartphone, uso de tempos em tempos, mas não é para mim. Prefiro as outras redes sociais já consolidadas.

Porém, para a minha sorte (e para azar das novas gerações), o Snapchat parece estar com os seus dias contados. Ou começando a ficar contados. Não apenas por conta dos seus resultados financeiros, mas principalmente pela sua baixa taxa de crescimento.

O problema do Snapchat não está no fato do aplicativo ser bom ou ruim. Acho que isso não entra mais em discussão, uma vez que ele alcançou com competência um público segmentado. Entendo que o mais difícil a plataforma conseguiu: ter relevância entre os mais jovens, que não largam o smartphone hoje.

Porém, o aplicativo do fantasminha é copiado sem dó nem piedade pelo seu principal concorrente: o império Mark Zuckerberg.

Tá, eu poderia dizer Facebook aqui, mas seria muito simplório da minha parte. Hoje, os principais aplicativos/plataformas de rede social do planeta (ou pelo menos as mais utilizadas) estão nas mãos do menino Zuck: o próprio Facebook, o Instagram e o WhatsApp. Pensando no fato que o Facebook Messenger é um aplicativo à parte, podemos concluir que o império é composto por quatro poderosas plataformas sociais, que são muito utilizadas todos os dias por muita gente.

Não só isso. Além da popularidade, Facebook Messenger, WhatsApp e Instagram estão copiando na cara dura, sem qualquer escrúpulo, os principais recursos disponíveis no Snapchat, e tornando a onipresença desse conglomerado social ainda maior, ou cada vez mais definitivo.

Por que as pessoas vão deixar de usar o Instagram para ir ao Snapchat, uma vez que o Stories da rede social de fotos faz exatamente a mesma coisa que um Snap faria, e para um público (teoricamente) maior?

Para boa parte dos usuários, não faz o menor sentido sair do Instagram ou do WhatsApp para usar o Snapchat como principal meio de comunicação social. Por mais inusitado que isso possa parecer, tudo indica que o Snap será um aplicativo “de nincho” para os mais jovens. E isso é um sério problema.

Sem se expandir com todo e qualquer tipo de público, será mais difícil obter receitas, ou pelo menos convencer de que essa plataforma pode sim ser monetizada. E, sem dinheiro, nada de Snapchat.

Algo precisa acontecer para esse cenário mudar. Caso contrário, podemos estar diante do início do fim do Snapcat, e não sabíamos disso (muita gente quer ignorar o que aconteceu, que dirá pensar em perder o aplicativo/rede social).