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O WhatsApp para Windows “deu para trás”

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Três anos depois de entregar um aplicativo minimamente decente, o Meta desistiu de deixar o WhatsApp para Windows algo melhor do que a versão web.

Nada mais Mark Zuckerberg.

O Meta vai voltar para a versão reciclada do WhatsApp web, com o WebView2 (o motor web da Microsoft) recheando o combo da desgraça.

Ou seja, o WhatsApp para desktop voltou a ser basicamente o site web.whatsapp.com, só que com um ícone no menu iniciar.

Glamour de menos, consumo de RAM para mais.

E quem perde é o usuário, que vai receber uma experiência de uso piorada. Apenas porque o Zuck entende que é melhor assim… para ele.

 

O histórico dessa mudança

Em 2022, quando a empresa anunciou com pompa a nova versão do app baseada na Plataforma Universal do Windows (UWP), houve esperança. E não era pouca.

O app funcionava sem depender do celular, consumia pouca memória (em torno de 100 a 200 MB) e exigia bem menos da CPU (queda de 60% para 20% no uso).

Era quase um milagre. Todo mundo estava recebendo um software fluido, discreto e — o mais importante — útil.

Mas como dizem por aí, esperança é a primeira a morrer. Quem entende que a esperança é a última que morre ou é tonto, ou nunca teve uma sogra com esse nome.

Em 2025, com um suspiro entediado, Mark Zuckerberg decidiu matar de vez a ideia do aplicativo nativo e empurrar uma versão baseada em WebView2.

E por que isso é tão ruim?

Simples: o WebView2 nada mais é que uma forma de abrir conteúdo web dentro de uma janela, usando o mecanismo do navegador Microsoft Edge (também baseado no Chromium).

Resultado: mais consumo de memória, mais processos rodando ao mesmo tempo, menos desempenho, menos eficiência.

Ou seja, um verdadeiro downgrade disfarçado de atualização.

 

A degradação já voltou nas versões Beta

Testes já mostram que a nova versão consome cerca de 30% mais RAM do que a anterior, e isso em tarefas banais como visualizar uma conversa ou rolar a tela.

O Gerenciador de Tarefas denuncia como o WhatsApp para desktops voltou a ser um devorador de recursos no computador.

E tudo isso para entregar uma experiência que é, no melhor dos casos, idêntica à da versão web.

A integração com o sistema operacional também foi arruinada.

Notificações se tornam menos confiáveis, as chamadas apresentam mais falhas e há maior consumo de energia — um problema especialmente grave para quem usa laptops.

O app, que antes era um exemplo de eficiência, agora drena recursos como se tivesse sede de vingança.

 

Por que o Meta fez isso?

Porque Mark Zuckerberg te odeia.

Além disso, é mais barato para o Meta.

Com WebView2, a empresa pode manter uma única base de código que serve para a versão web, Windows e macOS.

Isso significa menos trabalho para os desenvolvedores e menos gastos com manutenção e atualizações.

Do ponto de vista corporativo, é uma jogada esperta. Do ponto de vista do usuário… é um chute na sua boca.

Para quem está duvidando de tudo o que estou escrevendo, é só comparar o desempenho do WebView2 com o famigerado Electron, que enfia goela abaixo uma versão completa do Chromium em cada aplicativo.

Na prática, apps como Slack ou Spotify são navegadores web fantasiados de programas. Literalmente.

O WebView2 usa o Chromium já presente no sistema (via Edge), reduzindo o tamanho de instalação e o impacto de cada aplicativo individualmente.

Mesmo assim, ainda é uma solução de segunda categoria quando comparada a um desenvolvimento nativo.

 

Resumo da ópera

O WhatsApp Desktop vai voltar a exigir mais do sistema, entrega menos em troca e reafirma a tendência preguiçosa — e financeiramente conveniente — das grandes empresas de tecnologia.

Toda big tech vai querer a partir de agora investir o mínimo possível na experiência do usuário em troca de maximizar a eficiência de seus processos internos.

Dá até para dizer que tudo isso é culpa do DeepSeek, que entrega resultados similares ao ChatGPT, mas custando bem menos para todo mundo.

Se antes o WhatsApp para Windows era um carro popular com motor turbo, agora virou um fusquinha com ar-condicionado portátil e cara de Tesla.

A Meta pode até economizar, mas quem paga a conta é o usuário.

De novo. Como sempre. Para variar.

 

Via TargetHD.net


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@oEduardoMoreira